10 de jan. de 2013


LENDAS, MITOS & AFINS
O BARQUEIRO DA MORTE

 

 
 

 

 

 

Os gregos e romanos da antiguidade acreditavam que as almas dos mortos deveriam fazer a travessia do Aqueronte, rio transformado por Zeus em parte do inferno após suas águas terem sido fornecidas aos titãs, seus inimigos, pelo filho do Sol e da Terra. Caronte, um deus idoso, mas imortal, era o responsável pela travessia das almas dos mortos para a outra margem do rio até o local onde lhes era destinado. O barqueiro da morte transportava somente as almas dos mortos cujos corpos tivessem sido devidamente sepultados e os vivos lhes prestado as devidas homenagens fúnebres. Caronte cobrava pela travessia, partindo daí o costume de povos antigos enterrarem seus entes com uma moeda (óbolo) debaixo de suas línguas ou sobre seus olhos, a fim de lhes possibilitar o último transporte. Os mortos que não pudessem pagar eram condenados a vagar pela margem do rio por um período de cem anos e acreditava-se que durante este período assombravam o mundo dos vivos. O estudo das sepulturas gregas do século IV a.C. demonstra a existência da crença na vida além túmulo: pinturas mostram situações em que vivos cuidam e enfeitam as lápides dos que partiram e nelas não raramente aparece a figura da lendária barca de Caronte.

 

 

Marcelo

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