21 de jan. de 2014


NOTA

HÉLCIO AGUIRRA
 
 
 

 
 
 
Me considero um fã inconteste da boa música e entre os vários estilos pelos quais sou apaixonado, o rock nacional dos chamados anos 80 merece destaque. Sou testemunha ocular daquela história, foi ouvindo aquelas bandas sensacionais que desenvolvi de vez o gosto musical do qual hoje tanto me orgulho. Vi e ouvi bandas incríveis e nem todas elas vingaram para o grande público, para a grande mídia. Mantiveram-se de certa forma no underground, mas de forma honrosa e talentosa. Entre elas, destaco o Golpe de Estado, com seu rock duro, com suas poesias “sujas” baseadas na vida noturna e nos seres que nela habitam, nos seus sonhos, desejos, amores. E lá estava Hélcio Aguirra, grande guitarrista que em seus anos de carreira e com seu talento conseguiu desenvolver uma certa áurea de “lendário”. Quem viu e viveu aqueles anos entende bem o que estou falando. Hoje, com muita tristeza, recebo a notícia de sua morte, ocorrida há poucas horas. O rock nacional, a música de boa qualidade (tão difícil nos dias atuais), perde uma figura marcante, respeitada e como já disse, muito talentosa. Tive o prazer de vê-lo tocar ao vivo, já nem saberia dizer com clareza em qual ocasião, mas me lembro de sua figura. Hélcio faleceu aos 56 anos e segundo notícias ainda desencontradas, vítima de um possível ataque cardíaco. Descanse em paz, Hélcio Aguirra. Seu legado e sua arte permanecem por aí, para quem quiser e souber apreciar!
 
 
Marcelo

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