17 de jan. de 2018

UM POUCO MAIS DE MÚSICA


QUARENTÕES DO ROCK!




O ano de 2018 marca a chegada de alguns clássicos da música aos 40 anos de lançamento.  Em 1978, inúmeras bandas lançaram discos que viriam a ser de grande relevância em suas carreiras, de forma positiva ou não. Entre eles, o Judas Priest, que neste mesmo ano lançou dois discos: “Stained Class” e “Killing Machine”; o AC/DC, com seu “Powerage”; o Jethro Tull e seu belíssimo “Heavy Horses”; o KISS com mais uma grande jogada de marketing e o lançamento dos álbuns solos oficiais de seus integrantes; O Black Sabbath com seu conturbado “Never Say Die!”; O Scorpions e o sensacional disco ao vivo “Tokio Tapes”; As estreias espetaculares de Dire Straits e Van Halen com seus discos homônimos; os Ramones trouxeram “Road to Ruin”; o Rush, o seu “Hemespheres” e o Whitesnake, o hard rock de “Trouble”, além do canto do cisne de Ronnie Dio no Raimbow, com o icônico “Long Live Rock and Roll”, entre outros. Enfim, 1978 foi mais um ano de grandes produções musicais, algo comum naquela época, que mesmo ao completarem quatro décadas de existência, se mostram mais importantes do que nunca! Ouça no volume máximo!









Marcelo Silva

15 de jan. de 2018

NOTA
DOLORES O'RIORDAN (1971-2018)







Uma pena que você tenha se calado tão cedo! Descanse em Paz Dolores! A música perde muito com sua partida...


Papo de Esquina

11 de jan. de 2018

R.I.P. "FAST" EDDIE CLARKE



 



Faleceu Eddie Clarke (1950-2018). No andar de cima, o Motörhead agora está completo! Que lá os shows continuem memoráveis...


Papo de Esquina

4 de dez. de 2017

IMAGEM EM DESTAQUE








Esta foto registra o encontro de duas lendas: The Who e Jimi Hendrix. O encontro aconteceu em 29/01/1967, há 50 anos, no Savelli Theatre, em Londres, Inglaterra.




Marcelo Silva

“ARTWORK DE PRIMEIRA”


PINK FLOYD – ANIMALS (1977)










Aqueles que acompanham a carreira do grupo Pink Floyd, conhecem a importância que o porco inflável imortalizado na capa do disco “Animals”, lançado em 1977, tem. Batizado de “Algie”, ele foi criado pela companhia Air Artists, da cidade de Halesworth, litoral leste da Inglaterra e no dia 02/12/1976, durante a sessão fotográfica para a capa do disco, atrapalhou o tráfego aéreo do maior aeroporto de Londres ao se soltar das amarras que o seguravam sobre a usina Battersea Power Station, causando a suspensão dos voos por risco de uma colisão com as aeronaves. O gigantesco suíno somente foi pousar na cidade vizinha de Kent. Muitos disseram que tudo não passou de uma jogada de marketing da banda, porém, sendo proposital ou não, o fato esteve presente em diversos jornais no dia seguinte. A empresa responsável pela concepção da capa foi a lendária Hipgnosis e devido ao incidente, seu diretor, Aubrey Powell, chegou a ser preso. No final de tudo, a ideia para a capa de “Animals” acabou mesmo sendo usada, ou seja, “Algie” pairava sobre a usina, contudo, sua concepção final não passou de uma montagem. No ano de 2015, ele foi a leilão. 









Marcelo Silva

23 de nov. de 2017

UM POUCO MAIS DE MÚSICA

30 ANOS DE "APPETITE FOR DESTRUCTION"







Em julho deste ano, o disco “Appetite for Destruction” do Guns N’ Roses completou 30 anos de lançamento. Não sou crítico musical (e não teria a menor vocação para essa profissão), mas reconheço que testemunhei o surgimento de um dos discos mais impactantes da história da música! Com um repertório devastador, o álbum literalmente sacudiu o mundo do rock na segunda metade dos longínquos anos 80 e contribuiu para transformar, naquele período, o Guns N’ Roses na “maior banda” que caminhava sobre a terra. Como não se impressionar com um disco que traz em seu repertório faixas como “Mr. Brownstone”, “Nightrain”, “Outta Get Me”, “Paradise City”, “Welcome to the Jungle”, “It’s So Easy” e “Sweet Child O’ Mine”, entre outras? O terremoto Guns N’ Roses continuou a abalar o planeta por mais alguns anos, mas certamente não mais com a mesma intensidade  e o furor de “Appetite for Destruction”, uma legítima lenda!



Marcelo Silva

20 de nov. de 2017

31 de out. de 2017

MAIS UMA DOSE DE MÚSICA
OS 40 ANOS DE “NEVER MIND THE BOLLOCKS, HERE’S THE SEX PISTOLS” 









Os Sex Pistols não inventaram o punk rock, nem foram precursores do movimento, mas não há dúvida de que eles se tornaram um de seus maiores expoentes – o punk sem os Pistols não seria o mesmo! Este mês de outubro, mais precisamente o dia 28 p.p., marca os 40 anos de lançamento do único registro oficial em estúdio da banda, o álbum “Never Mind The Bollocks, Here´s The Sex Pistols”, que chegou ao público em 1977. Eles já vinham afrontando os costumes ingleses desde 1976, quando lançaram a faixa “God Save The Queen”, com duras críticas à rainha Elizabeth II. A postura agressiva da banda gerou movimentos igualmente contrários a eles tanto por parte de conservadores quanto por parte de gravadoras que, literalmente, fecharam as portas para o conjunto. Pouco antes do lançamento de “Never Mind...”, Sid Vicious entrou para o grupo no lugar do baixista Glen Matlock. Da mesma forma meteórica que invadiu o cenário musical, os Pistols desapareceram: em 1978, após uma turnê americana, o vocalista Johnny Rotten deixou o grupo e em 1979, Sid Vicious morreu de overdose. O fato de não existir outro álbum lançado, torna “Never Mind The Bollocks, Here´s The Sex Pistols” ainda mais cultuado pelos fãs, demonstrando claramente que os britânicos influenciaram não somente aquela geração, mas também as que vieram depois.  Ele está entre os 200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame e figura na lista do livro “1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer”. Um clássico!




Marcelo Silva

26 de out. de 2017

A ORIGEM DAS EXPRESSÕES (Parte III)





 




A língua portuguesa possui inúmeras expressões e todas elas bastante difundidas. Muitas permanecem imutáveis ao longo dos anos, desenvolvendo um forte papel cultural em nosso idioma. Suas origens geralmente são fundamentadas na cultura popular, mas também recebem influências mitológicas, religiosas e históricas, entre outras. Abaixo, algumas dessas expressões e suas origens:




PAGAR O PATO (sofrer as consequências, ser enganado)

 

Provém de um conto do século XV. Nele, um camponês vende um pato para uma mulher em troca de sexo. O rapaz, insaciável, quer mais, mas ela se nega e os dois passam a discutir. Nesse momento chega o marido e pergunta qual o motivo da discussão. Para escapar, o camponês afirma que a desavença é em função do dinheiro que falta para completar o pagamento da compra da ave. O tolo marido, preocupado com o jantar, literalmente paga o pato.




FAZER UMA VAQUINHA (arrecadar dinheiro)

 

Na década de 20, a torcida do Vasco da Gama pensou num novo jeito de incentivar seus jogadores: caso o time vencesse, os atletas ganhariam 10 mil réis ou “um coelho” – animal correspondente ao número no jogo do bicho – coletados entre os torcedores. No caso de uma vitória importante, o “prêmio” subiria para 25 mil réis ou “uma vaca”.

   


TIRAR O CAVALO DA CHUVA (desistir de fazer algo)

 

No século XIX, se não houvesse a intenção de demorar, a visita deixava o cavalo, principal meio de transporte, desprotegido ao relento em frente à casa do anfitrião. Porém, se existisse a intenção da demora, o anfitrião convidava sua visita a “tirar o cavalo da chuva” e abrigá-lo num local adequado, o que denotava a desistência da ideia de ir-se embora com brevidade. Com o tempo passou-se a falar cavalinho, no diminutivo.




SEGURAR VELA (acompanhar sozinho um casal)

 


Na Idade Média, existiam empregados cuja função era segurar velas para que outros trabalhadores pudessem exercer seus ofícios em ambientes pouco iluminados. Sabe-se que tais empregados iluminavam os aposentos de seus patrões até mesmo na hora das intimidades sexuais do casal, caso assim os nobres desejassem, momento em que, supõe-se, permaneciam de costas para não testemunhar as conjunções carnais que ocorriam. Com o tempo, depois de 1600, serviu para designar a amante em um triângulo amoroso e mais recentemente, o(a) amigo(a) solteiro(a) que acompanha um casal.  




Marcelo Silva

18 de out. de 2017

BAIXISTAS: os dez mais ricos do mundo



O mais rico da lista




A lista foi publicada na Ultimate-Guitar.com


10 - Geezer Butler (Black Sabbath): $ 70 mi (aproximadamente R$ 220 milhões)
09 - Bill Wyman (The Rolling Stones): $ 80 mi (aproximadamente R$ 250 milhões)
09 - John Paul Jones (Led Zeppelin): $ 80 mi (aproximadamente R$ 250 milhões)
07 - Flea (RHCP): $ 110 mi (aproximadamente R$ 348 milhões)
06 - John Deacon (Queen): $ 115 mi (aproximadamente R$ 360 milhões)
05 - Adam Clayton (U2): $ 150 mi (aproximadamente R$ 475 milhões)
04 - Roger Waters (Pink Floyd): $ 270 mi (aproximadamente R$ 850 milhões)
02 - Gene Simmons (Kiss): $ 300 mi (aproximadamente R$ 950 milhões)
02 - Sting (The Police): $ 300 mi (aproximadamente R$ 950 milhões)
01 - Paul MacCartney (The Beatles): $ 1.2 bi (aproximadamente R$ 3,8 bilhões)


Duas grandes surpresas, se é que podemos chamar assim, são a ausência de Steve Harris, do Iron Maiden, já que a banda é uma verdadeira indústria musical e o fato do discreto Sting estar empatado com Gene Simmons, outro gigante da indústria, em segundo lugar. Já Paul MacCartney, dificilmente será alcançado e lidera com folga essa "assustadora" lista dos mais ricos das quatro cordas.



e o mais "pobre"




Marcelo Silva



10 de out. de 2017

CARICATURAS & AFINS





Tom Petty (1950-2017)




Slipknot



Marcelo Silva

22 de set. de 2017

CONTOS DA BOLA - Historietas do Futebol








PEIXINHO - O PONTA DIREITA



Peixinho em 1960 e em 2016 (Fonte: "Que fim levou", por Milton Neves)



Peixinho (Arnaldo Poffo Garcia - 02/09/1940) foi um bom ponta direita, nada de excepcional. Jogou algum tempo no Santos na época em que Pelé iniciava sua brilhante carreira. Chegou a ter certa fama quando jogava no São Paulo por ser o autor do primeiro e único gol na inauguração do estádio do Morumbi em outubro de 1960, contra o Sporting de Portugal.
Um dia, passeando pelo Largo São João, em Laranjal Paulista, pacata cidade interiorana com pouco mais de 20 mil habitantes, um homem começou a gritar do outro lado da rua:

- Peixinho, Peixinho! - e atravessou a rua para abraçar o jogador.

Quando chegou perto, Peixinho pediu:

- Por favor, me chama de Amélio, me chama de Amélio, senão aglomera!   (!?)




NILTON SANTOS E A TV VOADORA






Segundo o jornalista Michel Laurence, essa história é real:
Nilton Santos (1925-2013), considerado o maior lateral esquerdo que já jogou (inclusive pela FIFA), apelidado por Albert Laurence (pai de Michel Laurence) de "Enciclopédia do Futebol", quando parou de jogar foi treinar o Vitória da Bahia. Certa vez na concentração, ele pediu a um jogador (cujo nome não encontrei informações):

- Vai na sala e vê se a televisão está no ar!

O jogador foi, voltou e informou:

- Tá não, seu Nilton. Ela tá em cima da mesa!



Marcelo Silva 

19 de set. de 2017

MAIS UMA DOSE DE MÚSICA
HÁ 34 ANOS, O KISS LANÇAVA LICK IT UP






No dia 18 de setembro de 1983, o Kiss lançou seu décimo primeiro álbum de estúdio, intitulado "Lick It Up", que certamente não figura entre seus maiores sucessos comerciais apesar de ser querido pelos fãs da banda. O grande lance de "Lick It Up" não é propriamente suas músicas, mas sim tratar-se do primeiro disco a trazer o afamado quarteto sem suas características maquiagens (ou máscaras, para os mais saudosistas). 
Cabe aqui um relato pessoal: lembro-me muito bem, apesar da minha pouca idade, da ansiedade que fiquei, assim como milhares e milhares de fãs, ao saber que eles apareceriam sem maquiagem no clipe da faixa que dá título ao álbum. Em tempos em que não existia internet, celulares, redes sociais e afins, a única forma de testemunhar um evento de tamanha grandeza era esperar a exibição do referido clipe, o que aconteceu num dos "Fantásticos" daquele ano. Dentro do universo da música, e como admirador do Kiss, este é um dos eventos que me agrada muito recordar!



Uma das primeiras imagens do Kiss sem a famosa maquiagem, parte do clipe oficial da faixa "Lick It Up"



Marcelo Silva

14 de set. de 2017

QUANTO TEMPO...






Mais de um ano se passou desde a última vez que estive aqui! Por problemas de configuração, tentei um novo endereço para o blog, diga-se de passagem, sem sucesso. Pensei em desistir, parar de escrever, mas mesmo em tempos em que a imagem fala mais alto, sinto falta da arte da escrita (não que eu seja ou me considere um "escritor", mas sim um veemente entusiasta, daqueles que mesmo distante das canetas, lápis ou teclados, sentem falta dessa forma de expressão. E sendo assim, cá estou, insistindo novamente nessa forma de comunicação que tanto admiro.
Hoje, como já disse, bem mais de 365 dias depois, senti vontade de dar continuidade a esse "papo de esquina" e assim farei, mantendo os assuntos diversos que há mais de 5 anos mantenho desde a fundação do embrionário e saudoso "Encarnablog". Já que consegui, miraculosamente, acessar essa minha conta, da qual já não lembrava mais login e senha, lá vamos nós novamente! Aos que por aqui passarem, sejam muito bem vindos e vamos bater um papo nessa esquina!

Abraços

Marcelo Silva

7 de mar. de 2016

AVISO AOS NAVEGANTES
 
 
 
 
 
 
 
Aos amigos e navegantes que visitam o Papo de Esquina, gostaríamos de esclarecer que problemas técnicos na configuração do Blogger, que persistem há dias, têm impedido a manutenção de postagens mais regulares ou em número maior do que uma por dia. Sendo assim, avisamos àqueles que gentilmente nos seguem ou nos visitam que as postagens ou serão liberadas com um espaço de tempo maior entre elas ou ficarão suspensas, frisando que por motivos alheios. Desde já agradecemos a paciência e pedimos que não nos abandonem, afinal, o Papo de Esquina não faria sentido sem suas ilustres visitas!
 
 
 
Papo de Esquina 
HUMOR









Marcelo

6 de mar. de 2016


HOMENAGEM

DAVID GILMOUR – 70 ANOS

 

 


O vocalista e excepcional guitarrista David Gilmour chega aos 70 anos. Nascido em Cambridge, Inglaterra, em 6 de março de 1946, passou a integrar o grupo de rock progressivo Pink Floyd a partir de 1968 e ao lado de Sid Barrett, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason se tornou uma verdadeira lenda dentro do estilo musical. Com o término das atividades do Pink Floyd em 2014, David Gilmour segue agora em carreira solo e lançou em 2015 o seu mais recente trabalho, “Rattle That Lock”. Vida longa a esse legítimo ícone do rock!

 

Marcelo

1 de mar. de 2016

LANÇAMENTO COMENTADO
LOBÃO – O RIGOR E A MISERICÓRDIA (2016)
 
 

 
Mais do que fãs, nos últimos anos Lobão conseguiu arrebanhar um número crescente de pessoas que adoram criticar suas críticas. Pessoas estas (“midiáticas” ou não) que ou não conhecem absolutamente nada sobre o artista ou esqueceram-se da acidez que sempre lhe foi peculiar. Lobão sempre foi Lobão, nunca precisou se travestir num oportunista de plantão ou seguir modismos. Há pouco tempo, depois de um hiato de onze anos sem lançar um álbum de inéditas (somente gravações ao vivo), ele nos apresentou “O Rigor e a Misericórdia”, seu 16º trabalho, recheado de temas que refletem sua posição política, além de manifestações sobre vicissitudes sentimentais e problemas sociais. Não se trata de um discurso direto, ao longo dos anos fica claro que a maneira de Lobão compor tem se tornado cada vez mais complexa, o que torna necessário mais de uma audição para que o disco seja assimilado. A produção e todos os instrumentos ficaram a cargo de Lobão, que demonstra competência não só com a bateria, seu instrumento de origem. É bem verdade que em certos momentos há um exagero nas melodias, na parte instrumental e nos vocais, que talvez necessitassem de uma produção mais esmerada, dando um polimento maior ao trabalho, contudo, “O Rigor e a Misericórdia” mostra a pretensão de ser um disco de rock, e no rock as estruturas nunca necessitaram estar devidamente em seus lugares. Como já dito, Lobão expressa suas opiniões sobre a empobrecida (não no sentido financeiro) política nacional, caso das faixas “A Marcha do Infames”, “Os Miseráveis” e “A Posse dos Impostores”, porém, esta fase vivida pelo compositor não dá tom único ao disco que aborda também assuntos como o garimpo ilegal na Amazônia em “Assim Sangra a Mata”, a dicotomia da solidão em “O Que Es la Soledad En Sermos Nosotros” ou a simplicidade das coisas, decantada em “Uma Ilha na Lua”, entre outros. Há ainda o blues rascante “Alguma Coisa Qualquer”, feito para Cássia Eller há vinte anos, que permaneceu guardado até então. Enfim, com seus erros e acertos, “O Rigor e a Misericórdia” entra para a discografia de Lobão como mais um bom trabalho. Não figura entre os melhores, mas não pode ser ignorado.
 
Marcelo

29 de fev. de 2016

CINEMA & VIDEO
OSCAR 2016 – SURPRESA EM LOS ANGELES, GAFE NO RIO
 
 

 
Aconteceu na noite de ontem (28) a 88ª cerimônia de entrega do Oscar, produzida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. Como o cinema sempre foi destaque aqui no Papo de Esquina, sinto-me à vontade para fazer alguns breves comentários, mesmo não passando de um simples espectador e não mais que isso. Sendo assim, destaco cinco momentos: “Spotlight: Segredos Revelados” desbancou os maiores favoritos e foi eleito o melhor filme de 2015, Sylvester Stallone não recebeu seu primeiro Oscar, “Mad Max: Estrada da Fúria” foi o maior vencedor da noite, mesmo não levando o maior prêmio, o soturno “Ex-Machina: Instinto Artificial“ desbancou “Star Wars – O Despertar da Força“ na categoria melhores efeitos visuais e finalmente, Leonardo DiCaprio foi premiado com a cobiçada estatueta.
 
 
Spotlight, a equipe investigativa do The Boston Globe
 
“Spotlight: Segredos Revelados” é realmente um bom filme baseado em uma história real sobre a investigação de um grupo de jornalistas de Boston sobre casos de abusos de crianças envolvendo a Igreja Católica, contudo, por se tratar de um drama onde cenas de grande impacto visual, perseguições, explosões, tiroteios, fugas e efeitos especiais espetaculares  são totalmente descartadas, realmente surpreendente o filme desbancar produções como “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Perdido em Marte” e “O Regresso”.
 
 
Rocky Balboa treina o filho de Apollo Creed
 
Outro momento surpreendente foi a não premiação de Sylvester Stallone, dada como certa. O ator de 69 anos foi indicado na categoria de melhor ator coadjuvante por “Creed – Nascido para Lutar“, onde ele interpreta pela oitava vez Rock Balboa. Do alto da minha pequenez, imagino que a Academia perdeu a grande oportunidade de premiar o ator em vida e atuando e não com aquele Oscar do tipo “conjunto da obra”, afinal Stallone é (e há muitas décadas) responsável por arrecadações milionárias que, direta ou indiretamente, financiam e mantêm viva a máquina do cinema americano.
 
 
Ava

Uma única robô desbanca toda a horda de Star Wars

 
O denso filme inglês “Ex-Machina: Instinto Artificial” recebeu o Oscar de melhores efeitos visuais desbancando “Star Wars – O Despertar da Força”. No mínimo surpreendente, para não utilizar outro termo. Todo o enredo se passa num complexo superprotegido onde foi desenvolvida a robô Ava. Sendo bem realista, os efeitos especiais utilizados para dar vida à personagem são impressionantes, porém, é isso e somente isso. Daí ser também impressionante o filme desbancar uma superprodução como “Star Wars – O Despertar da Força”. Quem acabou levando, mas não ganhando foi “Mad Max: Estrada da Fúria”, filme consagrado com 6 estatuetas, mas que não conquistou o prêmio mais cobiçado: o de melhor filme. E por último, o "tiro certo" da noite foi a enfim premiação de Leonardo DiCaprio como melhor ator por sua atuação em "O Regresso". O roteiro do filme realmente exigiu muito do ator que no longa interpreta um caçador americano em terras indígenas no século XIX, principalmente depois de sua já famosa luta com um urso furioso. A premiação foi muito comemorada na internet e nas redes sociais.
 
 
Mad Max
Leonardo DiCaprio em "O Regresso"
 
 
Já no Rio de Janeiro, a atriz Glória Pires, convidada para fazer os comentários da transmissão do evento, deu um show de desinteresse, desinformação, má vontade e tédio. Monossilábica e lacônica parecia não estar presente, além de assumir que não assistiu a maioria das produções que concorriam em LA. Críticas à atuação de Glória Pires inundaram as redes sociais, fazendo, inclusive, com que a própria se manifestasse a respeito, dizendo ter achado engraçado a repercussão e os “memes” criados.  
 
 

 
Marcelo