Marcelo
25 de nov. de 2011
23 de nov. de 2011
CINEMA & VIDEO
ASSALTO AO BANCO CENTRAL (2011)

O segundo maior assalto a banco da história da humanidade, ocorrido em 2005 na cidade de Fortaleza – CE, onde criminosos roubaram dos cofres do Banco Central mais de 160 milhões de reais, transportados através de um túnel equipado até com ar-condicionado! O que diretores de cinema não fariam para ter um enredo desses nas mãos? Pois bem, o diretor estreante Marcos Paulo o teve, e não soube aproveitar a oportunidade, criando uma trama até interessante, com pitadas de drama e de humor, mas que, segundo consta, inclusive afirmado pelo próprio delegado que conduziu as investigações do caso, foge completamente aos fatos e mostra apenas uma versão fictícia dos acontecimentos. Os cineastas brasileiros parecem não gostar de trabalhar com a realidade nua e crua e apenas contar a história como ela realmente aconteceu, insistindo desnecessariamente em romantizar enredos fortes, que por si só já seriam promissores, o que, na minha opinião, também ocorreu nos filmes “Salve Geral” e “Carandiru”. “Assalto ao Banco Central” serve como diversão e como referência ao roubo histórico? Sim, mas nada muito além disso.
VIP’s (2011)

Outro enredo de grande potencial: a história de um golpista que conseguiu enganar autoridades, a alta sociedade, artistas e até mesmo prisioneiros rebelados, que se associou ao tráfico, gastou quantias consideráveis de dinheiro e chegou a ser entrevistado por um programa de televisão. E outra vez uma trama mal elaborada, dessa vez pelo diretor Toniko Melo, onde no desenrolar da história ele procura explicações sentimentais ou psicológicas para as atitudes de Marcelo Nascimento, o protagonista. A meu ver, “Vips” ficaria bem mais honesto e atraente se contasse os fatos pura e simplesmente, algo parecido com o que fez Spielberg no longa “Prenda-me se for Capaz”, onde o golpista é visto somente como golpista e não como um ser perturbado por problemas existenciais.
Marcelo
21 de nov. de 2011
FORA DE ORDEM
Zé Vicente
Link: https://rs462tl2.rapidshare.com/#!download|462tl|424412586|RC1993_-_Shame___A_Sin.rar|121560|R~BE5D350DF9EA92A1CB7F416C30ABF797|0|0
Zé Vicente
SHAME + A SIN - ROBERT CRAY
Guitarrista altamente conceituado em quase todo o mundo, Robert Cray nunca aparece entre os preferidos da maioria dos brasileiros. Talvez porque ele não use aquela parafernália toda, comum aos que tocam esse instrumento e tire suas melodias diretamente das cordas, sem precisar de auxilio de pedais e outros artifícios. Eu mesmo, que gosto muito de guitarras limpas e melódicas, demorei um pouco para descobrir esse excelente músico. Robert também compõe e tem uma voz limpa e super afinada, sendo considerado pela crítica e por outros guitarristas como um dos melhores em atividade, já tendo dividido palco com Eric Clapton, Buddy Guy, entre outros.
Nascido nos Estados Unidos em 1953, iniciou sua carreira em 1977 e está em atividade até hoje. Tem uma imensa discografia quase toda baseada no blues elétrico com algumas incursões pelo jazz. Shame + a Sin é o seu 9º disco e foi lançado em 1993.
Para quem não conhece seu trabalho, aqui está um bom começo para ouvir e passar a ser mais um admirador. É bom também conferir seus shows em vídeo (inclusive tem um DVD de 2010). Vale a pena.
Se você pegar o link e ouvir os disco, pode também deixar no blog a sua opinião.
FORA DE ORDEM
SOLTA O PAVÃO - JORGE BEN
Pra falar de Jorge Ben, é preciso muito cuidado. Por ser figura impar no cenário da música, esse carioca que beira os 70 anos não pode ser tratado de maneira comum. Nos seus quase 50 anos de carreira, o cara consegue agradar a todos quase que indistintamente. Dono de um jeito muito particular de compor, cantar e tocar, nunca teve outro artista que pudesse ter o estilo comparado ao seu. Não se vê seu nome envolvido em fofocas ou polêmicas, tão comuns aos famosos em geral. Figura extrovertida e respeitada pelos fãs, pela mídia e colegas de profissão, sempre procurou passar através de suas composições, a maior simplicidade e honestidade possível, que aliada a uma batida inconfundível, que mistura rock e funk com samba, sempre atingiu seu objetivo principal, que é agradar aos admiradores e ouvintes de boa música. Seu trabalho é livre. Sempre gravou o que quis e dos seus inúmeros discos é difícil destacar algum em particular. Vou indicar o 11º, Solta o Pavão, lançado em 1975, por ser um disco intermediário em sua carreira e que deve ser ouvido inteiro. Simples e complexo ao mesmo tempo, faz com que, aquele que ainda não é admirador do Ben Jor, passe a ser a partir de sua audição. Se eu estiver exagerando, faça um comentário a respeito. Enquanto isso, não perca o link.
LITERATURA
Dois Tempos
O tempo que
Eu quero que passe,
Não é o mesmo que
Eu quero que chegue.
Minha vida passa em
Dois tempos.
É um tempo
Pra cada desejo:
Que passe lento
Pra minha idade,
E que seja rápido
Para atingir
Uma felicidade.
Só que, às vezes,
Não percebo
Que rápido ou lento,
Preciso dar tempo
Ao tempo
Seja qual for
O meu intento.
Zé Vicente 03.10.2011
DESTAQUE SOBRE RODAS
CITROËN DS
CITROËN DS
A história do Citroën DS é repleta de momentos relevantes. Ele foi lançado em 1955 e superou todos os padrões automotivos da época, trazendo inovações na suspensão, na aerodinâmica, na frenagem e na direção. Na parte estética, apresentava capota de alumínio, painel futurista e volante de braço único. O DS foi o carro oficial de chefes de estado, principalmente do general francês Charles De Gaulle. Também conquistou vitórias em importantes competições de rali, mostrando um excelente desempenho em todos os tipos de terreno.
![]() |
| DS Coupé 1959 |
![]() |
| O interior "futurista" e o volante de braço único |
Foi utilizado em desfiles e paradas, o que aumentava o prestígio do veículo. Por causa de seu grande espaço traseiro, servia como taxi e ambulância. Anos atrás, a revista britânica Classic & Sports deu ao Citroën Ds o título de “o carro mais bonito de todos os tempos”, de acordo com uma votação onde o júri foi composto por 20 designers de carros premiados, entre eles responsáveis pela criação de Maseratis, Lamborghinis e pela McLaren F1, desbancando marcas como Jaguar e Ferrari. Em sua época, 1.456.115 DS foram produzidos, sendo 1.330.755 na França. Um modelo em excelente estado pode chegar a 120.000 Euros.
![]() |
| Coleção que mostra a evolução no design do veículo |
![]() |
| DS Wagon necessitando de restauração |
Marcelo
ARTWORK EM DESTAQUE
ROXY MUSIC – COUNTRY LIFE (1974)A capa de Country Life, quarto álbum da banda inglesa Roxy Music, foi concebida por Bryan Ferry com a intenção de parodiar revistas de glamour dos anos 70. Ela traz as modelos alemãs Constanze Karoli e Eveline Grunwald seminuas, que segundo consta, Ferry, vocalista do grupo, teria conhecido em Portugal, durante uma pausa nas gravações do disco. A dupla foi propositalmente fotografada à noite, buscando dar para o resultado final um ar menos glamoroso. A capa controversa acabou sendo censurada em alguns países, como EUA, Espanha e Holanda, onde o disco foi relançado trazendo apenas a imagem dos arbustos, sem qualquer alusão às modelos.
![]() |
| Country Life censurada |
Marcelo
MUSAS DO ESQUINA
PALOMA TOCCI
PALOMA TOCCI
Para inaugurar o espaço “Musas do Esquina”, faço referência a Paloma Tocci, a legítima campeã de audiência do extinto blog Armazém, onde o seu post (semelhante a este) se manteve no topo dos acessos com uma média de 70 a 120 por semana, e por mais de um ano, algo que nenhum outro post conseguiu! Com isso, ela ajudou a manter o blog em evidência, já que através desse fato novos leitores conheceram e passaram a acompanhar os assuntos por lá abordados. Vou torcer para que o “fenômeno” Paloma também se repita por aqui.
A paulistana Paloma Garrues Soubihe Tocci (12/07/1982) formou-se me jornalismo em 2005. Iniciou sua carreira na Rede Bandeirantes e na rádio Transamérica. Em 2007, durante as coberturas das Olimpíadas de Pequim, foi eleita por jornalistas estrangeiros como a musa do Centro de Imprensa. A partir de 2010, assumiu a apresentação dos principais programas esportivos da Rede TV, onde se mantem até hoje. De acordo com diversos sites, “Paloma Tocci” é um dos assuntos mais pesquisados na Internet, atingindo números significativos de busca. Na música, a bela apresentadora diz gostar dos Racionais Mc’s, entre outros.
Marcelo
ÁREA 51
A NOITE OFICIAL DOS ÓVNIS NO BRASIL
![]() |
| Ilustração |
19 de maio de 1986, a “Noite Oficial dos Óvnis” no Brasil. Assim ficou conhecido o fato ocorrido naquele ano, quando cerca de 21 objetos voadores não identificados invadiram o espaço aéreo nacional, sendo detectados pelos radares que controlavam os céus brasileiros sobre São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, incluindo o CINDACTA 1 - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, em Brasília. Os avistamentos tiveram início por volta das 19h30m, na cidade de São José dos Campos – SP e se estenderam por mais de três horas. Com a continuidade dos registros nos radares, o Centro de Defesa Aérea iniciou duas operações de perseguição e interceptação dos objetos, utilizando dois caças F-5E e três Mirage, acionados das bases de Santa Cruz, no Rio de Janeiro e de Anápolis, em Goiás. Os objetos causaram a interrupção do tráfego aéreo em várias áreas e foram testemunhados por militares e também por tripulantes e passageiros de aeronaves comerciais.
![]() |
| Mapa da região onde se deu o incidente |
Segundo essas testemunhas, as “luzes” se movimentavam em altas velocidades, passando dos 1.500 km/h em fração de segundo, mudavam de cor e de trajetória, realizando curvas em ângulos de 90º, subiam, desciam, sumiam instantaneamente do radar e apareciam, aos olhos do observador, em outro ponto, além de terem acompanhado um dos caças numa espécie de formação, desaparecendo, posteriormente, em direção ao mar. Devido à relevância da situação, o então Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima se pronunciou à imprensa, numa coletiva onde os pilotos que participaram das ações também foram questionados. Para a ufologia, trata-se de um episodio de grande importância, quando, pela primeira vez, autoridades admitiram publicamente a invasão de nosso espaço aéreo por objetos que não puderam ser identificados. Na internet há um vasto material sobre o ocorrido, incluindo cópias dos documentos oficiais relativos às comunicações entre as autoridades. O vídeo abaixo mostra a matéria veiculada pela Rede Globo, com partes das entrevistas concedidas e uma reconstituição bastante interessante do ocorrido. O relatório oficial nunca foi divulgado.
Marcelo
FORA DE ORDEM
ORGANIC – JOE COCKERNa estrada desde meados dos anos 60, Joe Cocker, sempre viveu de altos e baixos em sua carreira, mas seu brilho e qualidade vocal diferenciados sempre o mantiveram entre os maiores cantores, não só do rock, mas da musica em geral. Alternando sucessos com fracassos, vez por outra, apresenta um trabalho de alta qualidade. É o caso de Organic, um disco pra se ouvir da primeira à ultima musica, sem interrupção. Com músicos escolhidos a dedo e belas canções revisitadas, o cantor nos brinda com interpretações emocionantes e arranjos muito bem elaborados, o que faz deste disco, sem dúvida, um dos melhores de sua carreira, Sua gravação foi registrada em filme e está disponível em DVD com o mesmo nome (Organic), que infelizmente até o momento só é encontrado em versão importada. Foi lançado em 1996 e tem no extremo cuidado tanto de arranjos quanto técnicos, pontos fortes, que já na primeira audição se destacam e que junto ao bom gosto de seu repertório dão ao ouvinte um grande prazer ao ouvi-lo. Quem já tem sua lista formada dos melhores discos, terá que achar um lugar para mais um. Confira e comente aqui no blog. A participação é muito importante.
Zé Vicente
FORA DE ORDEM
20 PALAVRAS AO REDOR DO SOL – CÁTIA DE FRANÇAFalar sobre cantoras bonitas, de vozes bem postadas, queridinhas tanto do povo quanto da mídia, é muito fácil. Ninguém liga muito para o que ela está cantando. Tanto faz. Umas pedem pra você pular, gritar, bater palmas e outras besteiras ao seu comando. Outras querem que você fique deprimido entoando canções de sofrimento no amor, problemas existenciais e algumas outras ansiedades que afligem o jovem de hoje. O que importa é que fotografam bem na tela da TV. Não é o caso dessa cantora paraibana. A Cátia de França não é bela, não tem bela voz e não é xodó de ninguém. Aliás, é quase desconhecida pros lados do sul. Mas ela tem uma coisa que muitas cantoras brasileiras não tem. O disco 20 Palavras ao Redor do Sol, lançado em 1979, na minha modesta opinião, um dos melhores daquele ano. É um disco regional, quase que basicamente de Forró (não universitário) baseado em temas sérios, ligados à literatura nordestina de boa qualidade e quase em sua totalidade com composições da própria cantora. Ela faz parceria com Xangai, Sérgio Natureza e Lourival Lemes e o disco é bom de cabo a rabo. Os universitários deveriam conferir e se tiverem bom senso, saberão distinguir o verdadeiro forró da sub música que colocam em seus ouvidos. Pra quem gosta de referências, Cátia já dividiu palco com Jackson do Pandeiro, acompanhou Zé Ramalho, tocando acordeon e em 40 anos de carreira gravou 3 LPs e 2 CDs. Este que aqui indico é o primeiro. Se o leitor ouvir e gostar, pode fazer um comentário no blog.
Zé Vicente
Assinar:
Postagens (Atom)


















