28 de mar. de 2012
LITERATURA
Cinco Ésses (2)
bebo demais
não consigo parar de beber
acho que vou morrer
de tanto beber
bebo desde sempre
desde os catorze anos
bebo, bebo e depois vomito
depois volto a beber
não sou um bom exemplo
afaste as crianças
bebo no pernambuco
na nininha e no osvaldinho
no vavá, no andré, no rubão
e no baixinho também
ressaca eu sempre curo
com outra dose
bebo em casa e no futebol
de manhã, de tarde
de noite e de madrugada
bebo sozinho se não tiver companhia
só no serviço eu me seguro
bebo conhaque, uísque e vódca
vermute, cerveja, vinho e etecétera
mas o meu forte é a cachaça
são francisco, cincoenta e um
ipióca ou serra grande
tanto faz como fez
não consigo diminuir
o galope acelerado do cavalo
da minha aflição sem cura
bebo pra caralho
indistintamente
infinitamente
eternamente
as minhas assombrações
não adormecem nunca
Akira Yamasaki
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LINKIN PARK - WAITING FOR THE END (traduzido)
Marcelo
LINKIN PARK - WAITING FOR THE END (traduzido)
Marcelo
24 de mar. de 2012
A sexta-feira chega
E rouba de mim momentos relevantes
E mergulhado num fim de semana de ansiedade
Sinto saudade da segunda-feira
Marcelo
E rouba de mim momentos relevantes
E mergulhado num fim de semana de ansiedade
Sinto saudade da segunda-feira
Marcelo
23 de mar. de 2012
21 de mar. de 2012
GALERIA DAS ARTES
Marcelo
Café, 1935, Candido Portinari (1903-1962). Óleo sobre tela, mede 130 x 195 cm e faz parte do acervo permanente do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
Marcelo
FORA DE ORDEM
BLUES FOR ALLAH - GRATEFUL DEAD

Pela história do rock passaram bandas que afetaram pessoas e épocas de tal forma que não ficaram conhecidas apenas pela música que fizeram, mas também pelo comportamento e carisma de seus integrantes. É o caso do Grateful Dead. Essa banda de São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos, nasceu junto com um movimento que alterou o curso da humanidade no ocidente. O movimento hippie, o poder do amor e da flor. Formado em 1965 pelo guitarrista e vocalista Jerry Garcia, o grupo caiu nas graças das pessoas de paz e amor, com sua música às vezes exotérica, às vezes jazz, rock, country, gospel, blues e outras sem classificação, geralmente com execuções de longa duração nos shows ao vivo que levavam os fãs quase ao delírio, formando uma legião de seguidores por toda a sua carreira que durou trinta anos. Com a morte de Jerry Garcia em 1995, não fazia sentido continuar. Ele era quase um guru. Com Bob Weir, fiel escudeiro, guitarrista e vocalista, mais Phil Lesh, no baixo e Bill Kreutzmann na bateria além do auxílio de Keith e Donna Godchaux, Jerry Garcia conduziu o Dead ao disco de 1975, chamado Blues For Allah, que aqui apresento. É um disco mágico, a começar pela sua capa, que considero uma das mais bonitas do rock, tem um lado inteiro em seqüência que é cativante e outro que leva o ouvinte a uma viagem sonora. Isso no formato LP, original daquele ano. É peça obrigatória no acervo dos admiradores do bom e velho rock. O Blues For Allah é o décimo sétimo dos trinta e tantos discos do Grateful Dead. Vale a pena pesquisar. Se não conhece, eis a chance. Pode comentar.
Zé Vicente
FORA DE ORDEM
O DESCOBRIDOR DOS SETE MARES – TIM MAIA
Dá até um certo medo de falar sobre o grande Síndico, Sebastião Rodrigues Maia, que para a música e para o mundo ficou apenas “Tim”. Pra contar a história desse artista controverso e genial seria necessário muita letra e muita fôlha. Muito riso e muito choro, emoção e saudade. A inquietude de Tim Maia, transcende à maioria dos grandes artistas do nosso país. Ele morreu aos 55 anos de idade e este ano faria 70. Cantor, compositor e instrumentista, viveu intensamente dentro do turbilhão dos movimentos culturais e, principalmente musicais desde os anos cinquenta até quando nos deixou em 1998, tendo dividido trabalhos e influenciando um sem número de artistas brasileiros durante toda a sua carreira. Tim Maia parece ter andado sempre um passo à frente de todos em nossa música . Morou nos Estados Unidos por um tempo desde o final dos anos cinquenta, e teve contato com a musica negra. Conheceu a soul music, o blues outros estilos de que misturam alma e ritmo, culminando com o contato, um pouco mais tarde, com o verdadeiro funk. Paro por aqui. Tenho que indicar um disco e sem mais conversa, escolho o Descobridor dos Sete Mares. De 1983. É o seu décimo terceiro disco e o que tenho a dizer é que todos aqueles que pensam que são artistas do funk ou do soul deveriam ouvir esse disco e sentir um pouco de vergonha. Ter humildade , voltar e aprender um pouco com essa figura ímpar da música brasileira. Pegue esse link e escute com atenção esse disco. A princípio ele pode parecer comum, mas logo se descobre que não é. Se não concordar pode discutir em comentário.
Zé Vicente
http://www.filestube.com/1QQUGAi1QdWIMPmflUafX3/1983-O-Descobridor-dos-Sete-Mares.html
LITERATURA
Na Estrada
Da encruzilhada,
A visão
Uma estrada que só vai
Outra,
Na contramão
E eu, sozinho, parado
Uma idéia na cabeça
Outra
No coração.
Ninguém ao meu lado
Pra dizer sim,
Tampouco, alguém
Que me dissesse, não
É o destino me escolhendo
Como se, da ponte
Eu fosse o vão
E a sorte lançada
Ao vento
Feito escada
Sem corrimão
Não chore, não ria
Não volte
A vida não dará
Perdão
Você escolhe o caminho
Onde muitos
Já estão
Não é sua mãe, ou seu pai
Nem seu amigo, ou irmão
Ninguém vai te dar amor
Nem vai dar
Sustentação
Só mais um só
Entre tantos
Que sozinhos
Já estão
Minha consciência
Grita
Eu não peço permissão
Quero meu mundo
Na estrada
Quero da vida
Emoção
Não vou voltar,
Sigo em frente
Sinto essa sensação
Quero vencer, vou vencer
Penso que agora é hora
De rebentar
O cordão
Não posso ser
Mais um fraco
Tendo o destino
Na mão
Se não for pra arriscar
Por que estar vivo
Então
Sei que a jornada
É difícil
A vida é um turbilhão
Por isso fecho os dois olhos
Coloco os pés na estrada
Dou as costas
Pra razão
Que não me julguem
Ou condenem
E nem me passem sermão
Sou só mais um ser
Nessa Terra
Procurando
Direção
Zé Vicente
16 de mar. de 2012
FORA DE ORDEM
THE SMITHS – THE SMITHS

Coloco nesta seção o primeiro disco do grupo The Smiths que foi lançado no ano de 1984. Formado em 1982 na cidade cinzenta de Manchester, Inglaterra, por Steven Patrick Morrisey e Johnny Marr, se firmou com Andy Rourke, baixista e Mike Joyce, baterista. Morrissey vocalista e Marr, guitarrista, sempre foram a base nas letras e arranjos, respectivamente e os Smiths tiveram carreira curta. Duraram apenas cinco anos, o suficiente para revolucionar o rock dos anos oitenta. Estou sendo breve, para não haver empolgação, já que sou fã dessa banda e muito fã de Morrissey, que antes de tudo é um poeta fora do normal. Como é comum aos gênios, não poderia ser diferente com essa dupla de geniosos e espetaculares artistas do cenário pop. O sucesso rápido, o alto assédio, as diferenças de postura, o ciúme, entre outros motivos, levaram essas duas pessoas que se completavam à separação. Sugiro que seja feita uma consulta mais ampla sobra a vida desse grupo e serão esclarecidos muitos fatos ocorridos em sua carreira. A minha missão aquí é indicar discos. Resolví não colocar um dos outros dois posteriores porque julgo ser covardia. No disco intitulado apenas The Smiths, nada e ninguém ainda era conhecido e o disco já nasceu recheado de belas canções e melodias singulares que logo se tornariam obrigatórias ao apreciador do que é novo e sincero no cenário musical. O que ficou de bom é que Morrissey seguiu em carreira solo e continua nos brindando com sua música de poesia visceral e singular e ficaram também como registro, o trabalho desse pessoal em quatro discos belíssimos. Curta este, e procure ouvir os outros. Quem ainda não é, pode se tornar mais um admirador de Morrissey e seus breves companheiros, quem já gosta, só vai endossar o que eu disse. Se achar interessante, comente
Zé Vicente
http://www.firstload.com/?uniq=9034f6375c05f368&log=47383&fn=the+smiths+the+smiths+filestube
FORA DE ORDEM
PINTANDO O SETE - LUIZ MELODIA
Vou apresentar aqui, um disco de Luiz Carlos dos Santos, o Luiz Melodia, um negro magrelo nascido no Bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, hoje com 61 anos de idade, que desceu o morro de São Carlos pra mostrar todo o seu potencial no asfalto do mundo. O Melodia, apesar da forte influencia da jovem guarda nos anos sessenta, não fixou seu trabalho em nenhum estilo determinado. Sua musica passa pelo rock, pelo blues, pelo samba, o chôro e mais um tanto de estilos musicais, sempre com muito critério em suas composições e arranjos. Ele poderia ser apenas mais um sambista carioca, mas transcendeu a essa tendência do artista negro nascido em um morro qualquer do Rio. O disco que escolhí para indicar nesta seção foi o Pintando o Sete, de 1991, que é o oitavo de sua carreira. É disco pra se ouvir inteiro. Pode até não ser o melhor, mas com certeza é um disco baseado em muito bom gosto. Belos arranjos e músicas revisitadas com sabedoria e respeito, peculiares a esse grande artista. Ele participou de festivais e isso até que alavancou sua carreira de certo modo, mas não é tão bajulado assim pela mídia em geral chegando a ser considerado por alguns como maldito. Mas se está na ativa até agora é porque tem o seu valor. Vale a pena dar uma geral em seu trabalho. Tem muita coisa boa. Por enquanto, fique com o Pintando Sete. Pegue o link, ouça e comente.
Zé Vicente
https://rapidshare.com/#!download|369l32|99635487|UQT1991_Luiz_Melodia_-_Pintando_O_Sete.rar|60075|R~E8C99A6FFBF17B5EABDDB23C64015D5F|0|0
14 de mar. de 2012
VALE CONFERIR
O parceiro e redator do blog "O Mundo Dentro da Minha Cabeça", Márcio Silva, foi um dos 10.000 privilegiados que no último dia 11 estiveram na apresentação do lendário cantor e compositor Morrissey em São Paulo. No seu blog, ele dá um depoimento muito particular daquilo que foi uma noite mais do que especial para aqueles que acompanham a carreira do músico inglês. Confiram! E compartilhem esse momento no link http://marcios77.blogspot.com/
Marcelo
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