16 de fev. de 2013


LANÇAMENTO COMENTADO

LOBÃO - ELÉTRICO LINO, SEXY & BRUTAL (2012)










“Elétrico Lino, Sexy & Brutal” é o título do mais recente trabalho do músico Lobão, gravado ao vivo em São Paulo durante uma apresentação que realizou em 2011. O CD/DVD traz um pequeno resumo da sua carreira, mesclando canções mais recentes a músicas consagradas durante os seus mais de trinta anos de estrada. Além da banda que o acompanha, o show em sua segunda metade conta com a participação do veterano guitarrista Luiz Carlini. O DVD traz seis faixas a mais que o CD (e seis faixas clássicas), o que o torna bem mais atraente. Quanto à apresentação, vale a pena conferir afinal Lobão é daqueles artistas que tem a facilidade de se reinventar e mostra nesse registro a sua maneira de brindar o bom e velho rock’n’roll.


Músicas no CD: Não Quero seu Perdão/Vamos Para o Espaço/Bambino/Canos Silenciosos/Decadence Avec Elegance/El Desdichado/Mais Uma Vez/A Vida é Doce/Das Tripas Coração/Você e a Noite Escura/Ovelha Negra/A Balada do Inimigo/O Roque Errou


Extras no DVD: Essa Noite Não/Me Chama/Rádio Blá (Blá, blá, blá... Eu te Amo)/Corações Psicodélicos/Vida Bandida/Por Tudo que For





Marcelo

10 de fev. de 2013


UMA ESQUINA, UMA CRÔNICA
BRASIL MOSTRA A TUA CARA!

 

 

 

 

 

São Paulo cresce para baixo, cavando seus buracos
Rio de Janeiro flutua sobre o mar, com seus mitos e lendas
Rio Grande do Sul tenta se aquecer, sonhando em ser país
Tocantins cheira à bala
Ceará toma banho de sol
Mato Grosso vende seus jacarés
Espírito Santo tenta provar que existe
Pernambuco e seus grandes artistas
Amazonas pede socorro
Pará deixa Ver-o-Peso
Minas Gerais continua comendo quieto
Acre quer ser lembrado
Paraíba tem a cidade onde o sol nasce primeiro
Sergipe quer ser um jipe
Rondônia é trocada por Roraima
Paraná lembra seu café
Goiás e seus sertanejos
Bahia sonolenta na rede
Alagoas disse que caçou seus marajás
Santa Catarina segue bêbada, depois da festa alemã
Rio grande do Norte está muito ao norte
Mato Grosso do Sul possui mais Pantanal
Amapá dança o Marabaixo comendo Tacacá
Maranhão já pertenceu aos holandeses
Piauí tem sua capital longe do mar
Roraima se confunde com Rondônia
E Brasília segue mentindo
 

 

Marcelo - 2008

3 de fev. de 2013


VALE LEMBRAR








Há 16 anos morria Chico Science (02.02.1997). Certamente a música popular brasileira ficava menos inventiva e menos carismática. Ao lado da banda Nação Zumbi, Chico gravou apenas dois discos – Da Lama ao Caos (1994) e Afrociberdelia (1996), foram pouco mais de 35 músicas, alguns shows e poucas participações em programas de televisão, mas o suficiente para provar que ali estava um nome digno de figurar no panteão dos grandes artistas da nossa música. Seus álbuns foram reconhecidos internacionalmente e figuram em listas dos mais importantes já lançados e certamente sua efervescência cultural faz muita falta no cenário artístico brasileiro. Chico foi um caranguejo com cérebro, que saiu do mangue e mostrou para o mundo, de forma digna, um pouco da nossa rica cultura.



Marcelo

29 de jan. de 2013

LANÇAMENTO COMENTADO
STEVE HARRIS – BRITISH LION (2012)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Depois de quase quatro décadas única e exclusivamente à frente do Iron Maiden, o baixista Steve Harris lançou em 2012 seu primeiro trabalho solo: “British Lion”. Sites e publicações especializadas em rock, principalmente em heavy metal, receberam o lançamento com certa resistência e em alguns casos com duras críticas. Ao longo de sua carreira, Steve se transformou num dos principais nomes do rock pesado e elevou sua grande criação, o Iron Maiden, a um status de quase lenda, fato que certamente contribuiu e muito para a expectativa que se criou em torno da sua nova empreitada. Logo numa primeira audição (e talvez o maior ponto positivo do disco) fica claro que o músico se distanciou dos arranjos megalomaníacos e músicas quase intermináveis apresentadas já há alguns anos pela Donzela de Ferro, baseando seu disco num, digamos, heavy/rock mais tradicional. Ele também optou por trabalhar com músicos desconhecidos do grande público, competentes, mas não extraordinários e sem nenhuma participação especial. Quanto às músicas, juntas dão a impressão de ser uma grande colcha de retalhos das influências e do universo em que Steve Harris habita. Algumas faixas remetem a bandas como Deep Purple, Iron Maiden e Judas Priest em décadas passadas, casos de “Us Against the World”, “The Chosen Ones” e “Judas”, já outras demonstram um lado bastante comercial, algumas vezes bem próximo do heavy metal produzido entre os anos 80 e 90, apenas com uma roupagem mais moderna como em “A World Without Heaven”, “Eyes of the Young” e “These Are the Hands”. Enfim, Steve Harris não apresenta nada de inovador, mas também não mergulha no óbvio que seria produzir mais um disco de metal progressivo como há muito vem fazendo com sua banda principal. Um disco razoável, com alguns bons momentos e outros nem tanto, indicado principalmente para ser ouvido de forma despretensiosa.
 
 
 
Marcelo

27 de jan. de 2013


CARTUNS, CHARGES & AFINS

SEBASTIAN KRUGER









O ilustrador Sebastian Kruger nasceu em 1963 em Hamelin, Alemanha. Seu trabalho, focado principalmente em astros do rock e personalidades do cinema, impressiona pelo realismo que apresenta. Alguns deles:




Angus Young - AC/DC


Dave Grohl - Foo Fighters



Johnny Depp



Jimi Hendrix



Marcelo

CURIOSIDADE
O NÚMERO SETE







A criação da semana foi baseada pelos povos antigos nos sete astros conhecidos na época: o Sol, a Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno, e parte daí a explicação de alguns estudiosos para a vasta aparição desse numeral na história da humanidade, porém, não há nada de conclusivo sobre o misticismo que o envolve. Alguns o consideram o número da perfeição, outros citam a quantidade de vezes que ele aparece na Bíblia (só no Velho Testamento, ele aparece mais de duzentas e setenta vezes. No Novo Testamento, aparece mais de cinqüenta vezes, sendo trinta vezes só no Apocalipse) ou em elementos da natureza. A tentativa de interpretação de toda a mitologia que o cerca depende de cada um, mas não podemos negar que sua presença coincidentemente ou não em diversos aspectos o torna bastante curioso.




Os sete degraus da consciência




Alguns exemplos de sua aparição:

- 7 são os dias da semana; os mares; as virtudes; as pragas do Egito; as notas musicais; as cores do arco-íris; os dias para a criação do mundo; os pecados capitais; os palmos de uma sepultura; as Trombetas do Apocalipse; os algarismos romanos; os estados desafiados por Lampião; a soma dos lados opostos de um dado (1e6, 5e2, 3e4); as maravilhas do mundo; 7 pessoas fundaram o partido nazista; 7 Imperadores de Roma morreram assassinados; 7 foram as chagas de Cristo; sem falar nas sete vidas de um gato




Sete selos de São João - simbologia do Apocalipse



Os sete pilares do tabernáculo do Templo de Salomão 



Essa lista poderia ser ainda maior, tamanha a relação desse numeral com fatos da religião, ciência e história, entre outros. Até em músicas ele é citado por diversas vezes, como em “Os Números”, de Raul Seixas e “Canção Agalopada”, de Zé Ramalho.




Os sete chacras do Ioga




Marcelo

26 de jan. de 2013

LANÇAMENTO COMENTADO
CAPITAL INICIAL – SATURNO (2012)
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao longo da sua trajetória, o Capital Inicial foi se distanciando da proposta apresentada nos seus primeiros discos, quando músicas de protesto, arranjos mais simples e indignação juvenil davam o tom dos trabalhos e se aproximando cada vez mais de um pop rock de fácil digestão. Com o lançamento de “Saturno” no final de 2012 e segundo palavras dos próprios músicos, a banda tenta se aproximar novamente do vigor e da energia do início da carreira. Um discurso bastante comum entre grupos que, como o Capital Inicial, estão na estrada há algumas décadas, contudo, “Saturno” atinge bem o seu objetivo. Nele, os arranjos estão mais pesados, vide “O Bem, o Mal e o Indiferente”, “Apocalipse Agora” e “Eu ouço Vozes”, há as sempre bem-vindas letras de protesto e contestadoras, como em “Saquear Brasília”, “O Cristo Redentor” e “A Valsa do Inferno”, as guitarras assumem um papel mais importante do que o de costume e mesmo as músicas mais leves, caso de “O Lado Escuro da Lua”, “Saturno” e “Sol entre Nuvens” não o tornam monótono. Não se trata de um disco impecável, mas o fato do Capital Inicial, no alto de seus trinta anos de existência, entregar para o seu público um álbum com ótimos momentos e no mínimo bem trabalhado já vale a sua audição, principalmente se pensarmos no atual cenário do rock brasileiro, onde bandas bem mais jovens não têm muito a dizer.
 
 
 
Marcelo

25 de jan. de 2013

SAMPA QUE TE QUERO SAMPA






Hoje é aniversário da cidade onde nasci...a cidade que mais amo e odeio no mundo...São Paulo...tenho orgulho de ser paulistano...e sinto muito a merda que ela tem se transformado...noticia ruim no noticiário diário de qualquer canal de TV....mas meu berço, minha cidade, minha terra...que de braços abertos acolhe cidadãos do mundo inteiro de forma que só ela sabe acolher.....miscigenação de raças, cores e nomes....minha São Paulo querida e odiada....sou filho da terra....ainda com orgulho, mas triste com que tens oferecido. Deixar-te? Acho que não...Parabéns minha São Paulo desvairada....



Marcelo  (e aniversário também da minha mãe, D. Ivone, para quem faço as homenagens pessoalmente)

23 de jan. de 2013


HOMENAGEM

 

 


  

 

Atualmente, Nasi está envolvido com outros diversos projetos além da música, mesmo com o lançamento de seu novo álbum intitulado "Perigoso". Durante muitos anos foi o porta-voz da poesia urbana, ácida e paulistana do grupo Ira!, banda que figura entre as maiores que surgiram nos efervescentes anos 80. Após uma carreira sólida ao lado de seu antigo grupo, Nasi se enveredou por outros caminhos, lançou alguns bons discos de blues e de rock, se arriscou e se arrisca como comentarista esportivo na televisão e no rádio e se prepara para apresentar seu próprio programa na tv, que segundo consta, abordará temas curiosos em diversas áreas. Hoje, 23 de janeiro, Marcos Valadão completa 51 anos de vida, provando estar mais sóbrio, lúcido e ativo do que nunca, mesmo tendo sido, há algum tempo, ameaçado de ser interditado pela sua própria família. Parabéns, Nasi! Sua história continua sendo escrita de forma muito coerente.

  

 

Marcelo