7 de dez. de 2011

Já Faz Um Ano



Romildo, Zé Vicente, Marcelo e Pedrão



Hoje tá fazendo um ano que eu não vejo o Pedrão. Estive em São Miguel umas cinco ou seis vezes e ele não estava lá. A saudade já tá apertando. Já faz um tempão que ele esteve aqui em casa e nunca mais apareceu. Pra quem não se lembra ou não conhece, O Pedro é aquele negrão sorridente que anima qualquer roda com seu senso de humor apurado e tiradas de gozação. É aquele cara que todo mundo gosta. Que gosta de bons livros, bons filmes, boa música. Que também gosta de futebol e tem medo de sapo. Então, se não conhece ou não lembra, pergunte ao Romildo, ao Ivan, ao Augusto, ao João Pedro, ao Cláudio, ao Marcelo, ao Edinho, pergunte pra qualquer uma das irmãs do Marinho. Ou pergunte pra Janaína, pra Sueli, pra Marina. Pergunte pro Bica, pro Luiz Antônio. Pergunta pra Vera. Eles podem dizer com certeza quem é o Pedrão. Só não pergunte pra mim porque precisaria muito tempo para eu poder explicar quem é esse cara de rosto triste e coração generoso que eu conheci a mais de quarenta anos atrás lá na Vila Rosária. Precisaria muita palavra dita ou muita letra, para eu contar um pouco sobre a nossa amizade, nossa afinidade, sobre o longo tempo que caminhamos lado a lado. O Pedro não é só meu amigo, é meu irmão e a nossa história é muito longa e cheia de bons momentos. São coisas que eu guardo com muito carinho e que me ajudaram a seguir em frente. Dizem que ele cansou desse mundo e que saiu fora. Como ele não me falou nada, nem mandou nenhum aviso, eu acho que ele está por aí em algum lugar e que a qualquer momento a gente se encontra de novo pra por a conversa em dia, tomar alguma coisa e ouvir juntos algumas músicas. Se ele chegar a ler o que aqui escrevo, certamente ele vai entender e segue a vida, porque a gente aqui, tem que viver.


(Onde estiver, Pedro, que esteja em paz, pra nós, só resta a saudade.)


 
Zé Vicente 06.12.2011

6 de dez. de 2011

AINDA ACHO QUE NÃO ACONTECEU...








Hoje (06/12), completa-se o primeiro ano que deixamos de conviver com um cara diferenciado, dono de uma alegria ímpar e que adorava “não perder uma piada”, sem falar no conhecimento musical adquirido em anos de dedicação e paixão por esse tipo de arte tão essencial, e que muito nos ensinou. Pedrão nos deixou numa manhã improvável, e como bem disse nossos amigos Romildo e Ivan, resolveu ir embora sem “dizer tchau”. Acredito que todos nós ainda temos a sensação de que aquela manhã não passou de uma brincadeira sem graça e que ele ainda está por aí, redescobrindo estilos musicais, lendo pilhas de livros e se deliciando assistindo Simpsons.  Quem conviveu com esse cara, sabe que verdadeiramente foi uma honra! Foram incontáveis horas de bom som, boas cervejas, excelentes conversas e marcantes gargalhadas, e o mais importante: horas incontáveis de uma amizade sincera, que em troca queria apenas a mesma sinceridade. Pedro José dos Santos, o Pedrão, tenho certeza que deve estar alegrando (e muito) o lugar onde se encontra. Um abraço, meu (nosso) amigo! Sua companhia nos faz muita falta.



Marcelo

5 de dez. de 2011

BECO DA HISTÓRIA
CENTENÁRIO DE CARLOS MARIGHELLA (1911 – 2011)












Carlos Marighella dedicou sua vida aos ideais políticos e sociais. Nasceu em 5 de dezembro de 1911, na cidade de Salvador – BA. Filho de operário, não concluiu o curso de Engenharia Civil, preferindo enveredar-se pelo caminho das lutas sociais, tornando-se militante ativo do PCB (Partido Comunista do Brasil). Entre os anos de 1932 e 1939, acusado de subversão, foi preso e torturado por diversas vezes, agindo, inclusive, contra o terror imposto pela ditadura de Getúlio Vargas. Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do partido comunista. Após a queda de Getúlio e da convocação de eleições gerais, Marighella elegeu-se deputado federal constituinte pelo estado da Bahia, porém, em 1948 foi deposto pelo governo Dutra, voltando à clandestinidade. Passou então a ocupar cargos na direção do partido.



Carteira de filiação de Carlos Marighella ao PCB



Prontuário de Marighella no DOPS





Em 1955, o início do governo Kubistchek permitiu que os comunistas, mesmo na ilegalidade, atuassem de modo mais visível. Com o golpe militar de abril de 1964, instaura-se a ditadura militar. Marighella passa então a ser perseguido pela polícia e em maio daquele ano é baleado, espancado e preso no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sua resistência à prisão acabou por se tornar um ato político de repercussão nacional. Permaneceu preso por 80 dias. No ano seguinte, começa demonstrar sua intenção de organizar a resistência dos trabalhadores brasileiros contra a ditadura e pela libertação nacional. Em 1967, após visitar Cuba contrariando ordens da cúpula partidária, Marighella é expulso do PCB. Retorna ao Brasil e funda a ALN – Ação Libertadora Nacional, dando início à luta armada contra a ditadura, que desencadearia um dos senão o pior período da nossa história.



A notícia de sua morte




Carlos Marighella participou ativamente de diversas ações armadas, tornando-se conhecido como comandante de parte das ações guerrilheiras. A partir de então os órgãos repressores concentraram esforços em sua captura, considerando-o um dos principais inimigos do regime militar imposto no Brasil. No dia 4 de novembro de 1969, às oito da noite, Marighella foi vítima de uma emboscada armada pelos verdadeiros inimigos do povo brasileiro, comandada pelo então delegado do DOPS Sérgio Paranhos Fleury e foi assassinado a tiros em frente ao número 800 da Alameda Casa Branca, em São Paulo.  Ele foi sepultado como indigente no cemitério da Vila Formosa, onde permaneceu até 1979, quando foi transportado por familiares para sua terra natal. A lápide de seu túmulo foi desenhada pelo arquiteto Oscar Niemmeyer e traz a figura de um homem em posição de luta e a frase “Não tive tempo para ter medo”. Seus ideais não morreram com ele e sua experiência acumulada em anos de atividade política foi registrada em textos que percorreram o mundo, sendo traduzidos para diversas línguas e lidos na América Latina, Europa, África e parte dos países árabes. A ALN, organização fundada por ele, sobreviveu lutando até 1974.



Marcelo
FORA DE ORDEM
3 + 3  - THE ISLEY BROTHERS








Pra quem já ouviu falar, mas não conhece a verdadeira soul music, coloco aqui a chance dessa apresentação direta, ainda que tardia. Esse estilo musical genuinamente americano parece ter ficado no passado ou, mais certamente, nos anos setenta e oitenta. Parece, porque não é verdade. A soul music continua muito viva e influenciando a maioria dos cantores e músicos, não só americanos, mas do mundo inteiro, até os dias de hoje. É o romantismo unido ao gingado do negro com o perfeccionismo dos arranjos cheios de nuances, bem peculiar aos músicos desse país extremamente musical. Não podemos negar, os músicos americanos são mestres na arte do arranjo, ainda mais quando se trata de um estilo que toca direto no coração daquele que ouve. Para dar um exemplo, escolhi o The Isley Brothers, entre outros tantos que, sem dúvida, tem a mesma qualidade. O disco é o de 1973 chamado simplesmente de 3 + 3 (o grupo era então, formado por seis integrantes). Nesse disco, a banda faz algumas releituras de clássicos que fizeram sucesso em outras vozes, entrelaçados com as  de sua própria autoria, o que resultou num trabalho de alto nível que deve ser apreciado da primeira à ultima faixa. O destaque dessa ou aquela canção fica a critério do gosto de quem ouve. Não tem como ouvir isso e continuar indiferente. É só pagar pra ver. O link está aí e a apresentação foi feita. O resto já não é mais comigo. Um comentário é bem vindo.





Zé Vicente












FORA DE ORDEM
PIRÃO DE PEIXE COM PIMENTA  -  SÁ E GUARABYRA








Esses caras começaram suas carreiras cada um por si em meados dos anos 60, e no começo dos 70, conheceram Zé Rodrix. Formaram então um trio chamado Sá, Rodrix e Guarabyra, que viria a criar um som chamado Rock Rural. Uma mistura de folk americano com sertanejo em ritmo de rock. Enfim, um som diferente naquela época. Em 73, Zé Rodrix preferiu fazer carreira solo com um som mais comercial, provocando assim, o início a uma das duplas mais criativas da musica brasileira em todos os tempos. Luis Carlos Sá, hoje com 66 anos e Gutemberg Guarabyra, com 64, gravaram mais de 10 discos a partir de 1974 e eu vou apresentar aqui o terceiro, gravado em 1977 que dá  uma idéia da grandiosidade dessa dupla. Temas de fácil assimilação falando do dia a dia do campo, falando de amor e do cotidiano, com linguagem de fácil compreensão, aliados a melodias agradáveis a quem ouve sua música. Vou até arriscar a dizer aqui, que esses dois cantores e compositores abriram as portas para a modernização da musica sertaneja no Brasil. Pena que não entenderam sua mensagem e banalizaram esse estilo musical tão tradicional e belo da cultura do nosso país. Como eles não banalizaram, se mantém com crédito. Então pegue o link e conheça Pirão de Peixe com Pimenta, um belo disco que, com certeza vai agradar até o ouvinte mais criterioso. Quem quiser fazer um comentário, fique à vontade.





Zé Vicente




Link: http://www.4shared.com/file/wFUzFb_p/S__Guarabyra_-_1977_-_Piro_De_.html
LITERATURA
































Contrapartida




Deixa eu matar

Minhas vontades

E em troca

Te dou meu mundo,

Finge que não sabe

Dos meus pecados

E eu guardo os

Segredos de tua vida,

Espere de mim

Apenas o que tenho

E eu te permito

Invadir meus sonhos,

Liberta teu corpo

De qualquer moral

E eu pedirei

Pelo seu perdão,

Ajude a espantar

Meus demônios

E eu te mostro

O caminho do paraíso.

 



Zé Vicente 03.12.2011
MUSAS DO ESQUINA
GUILHERMINA GUINLE









Guilhermina Guinle nasceu no Rio de Janeiro, em 26/07/1974. Iniciou sua carreira como atriz em 1996, no SBT. Após alguns trabalhos em diversas emissoras, foi contratada pela Rede Globo em 2003. Não se prendeu somente ao universo das novelas, tendo atuado em minisséries e seriados. Segundo a crítica especializada, obteve destaque como vilã em 2010, no remake de uma antiga novela veiculada pela Rede Globo. No cinema, Guilhermina protagonizou o longa “Inesquecível” (2007), onde vive um triângulo amoroso entre dois amigos e uma bela mulher. A atriz é neta do fundador do renomado hotel Copacabana Palace. Na música, diz ter preferencia pelo estilo lounge.







Zé Vicente

4 de dez. de 2011

SÓCRATES BRASILEIRO...







Copa de 1982, última vez que verdadeiramente torci pelo Brasil. Naquele ano, a seleção canarinho encantou o mundo com um futebol poucas vezes visto. E foi acompanhando aquele esquadrão que aprendi a admirar Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Dr. Sócrates, jogador de futebol diferenciado, capitão da seleção, médico e ativista político, além de estar sempre próximo à arte, como pintor, compositor, cantor e escritor. Sócrates marcou época e certamente seu nome faz parte da galeria dos grandes atletas do nosso esporte, mesmo não tendo conquistado um título de grande expressão. Hoje (04/12), o jogador perdeu sua partida mais importante, a luta pela vida e faleceu nessa madrugada, vítima de uma infecção generalizada, aos 57 anos, deixando de luto não só a torcida corintiana, onde foi ídolo, mas também todos os apaixonados pelo esporte que ele representou e muito bem. Sócrates defendeu as cores do Botafogo de Ribeirão Preto, Corinthians, Fiorentina da Itália, Santos e Flamengo.


1979: formado em medicina


1984 e a luta pelas "Diretas Já"


Sócrates e seu gesto característico ao marcar um gol





Marcelo

30 de nov. de 2011

IMAGEM EM DESTAQUE








No último domingo, o fotógrafo britânico Mark Humpage conseguiu capturar numa foto de longa exposição as trilhas de luz deixadas pela Estação Espacial Internacional, pelo planeta Júpiter e pelas estrelas no céu, durante acampamento no pátio da Igreja de Misterton, em Leicestershire.



Marcelo
PARA SILVIA







Está bien, está bien
Tu ya no te tienes que esconder
Está bien, está bien
Sabes que te quiero como ayer
Está bien, está bien
Sabes te quiero como ayer
Está bien, está bien
Sabes que te quiero como ayer.

Este soy yo
esta es mi vida
esta es mi oportunidad

Este soy yo
esta es mi voz
tal vez no hay mañana ¡NO!

Este es mi vuelo
esta es mi voz
y nadie se queda aquí ¡yeah!

Este es mi vuelo
esta es mi voz
y nadie se queda aquí, ¡así!

Está bien, está bien
tu no te tienes que esconder
Está bien, está bien
Sabes que te quiero como ayer
Está bien, está bien
Sabes te quiero como ayer
Está bien, está bien


Marcelo

29 de nov. de 2011

Alguns amigos me disseram que estão tendo dificuldade para deixarem comentários aqui no Papo de Esquina. Confesso que ainda estou aprendendo as ferramentas do Blogspot, já que venho do Wordpress e os mecanismos são totalmente diferentes. Talvez eu tenha configurado algo de forma incorreta, por isso vou compartilhar aqui a maneira mais simples que achei de comentar os posts, direcionada para quem não possui uma conta no Google ou nas outras opções fornecidas pelo sistema, ou caso não queira utilizá-las. Espero que funcione,  afinal os comentários dos amigos e visitantes são de grande importância para nós responsáveis pelo blog.





Basta escolher a opção "Nome/URL" ou "Anônimo" na caixa "Selecionar perfil"



Preencher o nome e a URL, caso haja um endereço que queira adicionar



Depois de comentar, copiar as letras de verificação e clicar em postar comentário




Agradeço a todos que  já deixaram ou que pretendem deixar um comentário, e peço desculpas se porventura essa importante ferramenta esteve configurada de forma errada.


Marcelo