26 de dez. de 2011

FOTOS & FATOS





Trabalhadores fotografados por Nicholls Horace no depósito de munições da Fábrica Nacional Shell nº 6, Chilwell, Nottihghamshire, Reino Unido, em 1917, durante a Primeira Grande Guerra. Devido à exposição aos explosivos, a pele de muitas mulheres passou a apresentar um tom amarelado, fazendo com que elas ficassem conhecidas como “canários de Chilwell”. Grande parte da fábrica foi destruída em 1 de julho de 1918, quando cerca de oito toneladas de TNT explodiu, matando 132 pessoas, das quais apenas 32 puderam ser identificadas. Os corpos não identificados foram sepultados em uma vala comum na Igreja de Santa Maria, na aldeia de Attenborough. Em 1986, o grupo Barão Vermelho utilizou uma fotografia da série para ilustrar a capa do álbum “Declare Guerra”, o quarto em sua discografia.



Declare Guerra: primeiro trabalho da banda após a saída de Cazuza


Marcelo

23 de dez. de 2011

BOAS FESTAS!









O Papo de Esquina deseja a todos os amigos e visitantes um ótimo Natal! Que o aniversariante Jesus nos proteja e nos dê dias de tranquilidade e de reflexão.



Papo de Esquina
LITERATURA

























Sentimentos



Do amor,

Tiro lições que

Nunca quis aprender.

Da dor,

Extraio razões que

Nunca procurei ter.

Na desilusão,

Vejo

O lado escuro

Do meu ser,

E no ódio

O amor e a dor

São parceiros

Na desilusão

Do viver.



Zé Vicente 10.10.2011
FORA DE ORDEM

CURE FOR PAIN  -  MORPHINE










O Morphine, trio americano formado por Mark Sandman, baixista e vocalista, Dana Colley, Saxofonista e Billy Conway, baterista, teve uma vida relativamente curta. Durou de 1989 a 1999. Sua música é uma mistura de jazz, blues e rock. Sem guitarras. Pra mim, puro jazz-rock na sua essência. É o saxofone na mais agradável sonoridade, unido ao contrabaixo pulsante e penetrante e a uma bateria envolvente. Sem contar com o vocal na dose certa para esse tipo de trio. Resultado: musica com estilo próprio e de excelente qualidade. O disco Cure for Pain, lançado em 1993, o segundo da carreira, mostra bem o que quero dizer. Muito bem elaborado, deve ser ouvido com atenção e de ponta a ponta. Certamente ele irá voltar ao player mais vezes. Como acontece com os grandes nomes, com o Morphine não foi diferente. Teve sua trajetória interrompida por uma fatalidade. Durante um show na Itália, o vocalista e líder desse trio faleceu, vítima de um ataque do coração fulminante. Ele tinha apenas 46 anos de idade e com certeza muita coisa para nos mostrar ainda. Mas ficou sua obra. Cinco discos de estúdio, alguns ao vivo, coletâneas e caixas. Tenho quase certeza que aquele que ouvir Cure for Pain ira procurar mais desse notável trio de Massachussets. Seria muito bom ler um comentário a respeito aqui no blog. Quem tiver a fim, pegue o link.




Zé Vicente











FORA DE ORDEM
 
SALAMANDRA  -  BLUES ETÍLICOS









Quando se ouve o Blues Etílicos pela primeira vez, tem-se a impressão que se trata de uma banda de blues norte americana. Isso deve-se ao fato de o vocalista ser um genuino americano. Seu nome é Greg Wilson e ele nasceu no Mississipi. Além de Greg o grupo conta com um dos maiores gaitistas do blues, Flávio Guimarães, que também grava em carreira solo e tem acompanhado muita gente famosa em shows e discos, entre eles Alceu Valença, Paulo Moura, Ed Mota e Luís Melodia. Juntando esses dois a Otavio Rocha, guitarrista de slide muito considerado, Cláudio Bedran, Baixista e Pedro Strasser na bateria, forma-se a melhor banda de blues do país. O Blues Etílicos não é muito conhecido na mídia, sendo até certo ponto, ignorado. Mas sua história dentro da música brasileira já está escrita. Eles já abriram shows de B. B. King, Robert Cray, Buddy Guy, e alguns outros monstros do Blues americano. Tem dez discos lançados em seus vinte e cinco anos de carreira e são os mais populares no gênero nesse país cruel e sem memória. Como fazem blues de primeira qualidade e compõem tanto em inglês quanto em português, sem perder a originalidade, merecem uma indicação nesta seção e então eu recomendo Salamandra, de 1994. É o quinto disco do grupo. O primeiro foi lançado em 1987 e a banda ainda continua na estrada. Escolhi o Salamandra porque também é disco pra se ouvir inteiro e com certeza fazer despertar a vontade de procurar outros e conhecer um pouco mais desse excelente grupo de blues brasileiro. Tem um link à disposição. Agora já não é mais comigo. Comentários sempre serão bem vindos.





Zé Vicente



MÚSICO EM DESTAQUE
DAVE MURRAY







Ao longo dos anos, o Iron Maiden se tornou uma das maiores bandas da história do rock, e isso devido a uma carreira muito bem construída dentro e fora dos palcos. Se esquecermos da paixão por parte dos fãs e de todo o marketing que os envolve e pensarmos somente na música feita por eles, já seria o bastante para ocuparem o posto que ocupam, principalmente dentro do universo do rock pesado. E grande parte desse sucesso se deve a Dave Murray (aniversariante do dia, nascido em 23/12/1956), único integrante da Donzela de Ferro presente desde seus primórdios, além do fundador Steve Harris. Figura introspectiva, raramente se destaca nas aparições do conjunto fora do seu principal ambiente: o palco. Mas nele, Murray faz valer toda sua importância e contribuição para manter vivo o espetáculo proporcionado pelo Iron Maiden há mais de três décadas. Guitarrista autodidata, de origem humilde sem muitas expectativas, Dave encontrou na música a saída de uma adolescência problemática e turbulenta, quando em 1976, após várias passagens por bandas inexpressivas, entrou para o Iron Maiden, onde juntamente com Steve Harris fez nascer a lenda em que o grupo se transformou, além de tornar-se um dos guitarristas mais influentes do rock. UP THE IRONS!   








Marcelo

21 de dez. de 2011

CARICATURAS




Led Zeppelin, por Anthony Parisi





Kiss, por Renell Escarlan


Marcelo

18 de dez. de 2011

FORA DE ORDEM

FIRST AND LAST AND ALWAYS -  THE SISTERS OF MERCY







Me apresentaram o Grupo The Sisters Of Mercy como dark gótico sei lá o que pós punk e eu por acreditar, na época nem prestei muita atenção dada a quantidade de grupos que eu estava ouvindo no final dos anos setenta pro começo dos oitenta. Inclusive muitos desses grupos eu continuo ouvindo até hoje. A partir de 1977 começaram a surgir excelentes bandas, então denominadas pós-punk. Algumas tinham a ver com o nome, outras, não. Quem está interado ao rock dos anos oitenta vai entender bem o que quero dizer aqui. Não vou começar a enumerar grupos porque desviaria o assunto principal desta seção, que é indicar um disco de cada vez. Então só vou dizer que nesse dia estou indicando o disco First And Last And Always, dessa banda de Leeds, Inglaterra, gravado em 1985, que eu considero um dos melhores discos da década de oitenta, sem a menor dúvida. A história dessa banda deve ser explorada com calma por quem se interessar, pois ela é longa e fascinante e tem como personagem principal seu controvertido líder Andrew Eldritch, vocalista de voz cavernosa e penetrante que faz arrepiar até os ossos, em conflito com seus diversos acompanhantes desde 1979 até os dias atuais, com muitos episódios e mudanças, alternando idas e voltas nesses trinta e dois anos de carreira do The Sisters Of Mercy. Costumo ouvir esse disco de preferência sozinho e tomando alguma bebida, melhor da tarde para a noite e de preferência nunca aos domingos. Ele te faz raciocinar. É incrível essa experiência. Pode ser também que isso só aconteça com algumas pessoas, então pra tirar a dúvida, só baixando.

O link está aí. Quem quiser contar a experiência vá ao espaço de comentários. Seria bom pra gente ter uma idéia.



Zé Vicente










FORA DE ORDEM

NOVOS BAIANOS F. C.  -  NOVOS BAIANOS









Não vou contar aqui a história dos Novos Baianos. Primeiro porque é muito longa, segundo porque o meu intuito nesta seção é indicar discos que acho importantes para a música em geral, sem preconceitos, e não fazer biografias. Mas eu até aconselharia o amante de boa música que não teve a oportunidade de acompanhar esse grupo baiano no começo de sua carreira a procurar conhecer a fascinante e impressionante trajetória desse bando de gênios que se uniram pela música e que influenciaram uma geração com sua irreverência e grande criatividade. Os Novos Baianos juntaram todos os estilos musicais num grande caldeirão e nos brindaram com discos sensacionais. Pena que não tiveram a sorte de gravar num tempo tão cheio de recursos como nos dias atuais. Qualquer porcaria hoje é bem produzida. Com instrumentos e equipamentos de primeiro mundo e os truques de estúdio utilizados, qualquer um pode se considerar músico. No começo dos anos setenta era na raça e não tinha truque. Mas o grupo tinha, além de Luiz Galvão, letrista de primeira, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor e mais um bando de músicos que completavam esse time que só batia de primeira. A carreira do grupo teve várias interrupções. Após a primeira parada, foram voltando mais ou menos de dez em dez anos e ainda estão por aí. Logicamente que a melhor fase é sempre a primeira e é daí que sai o Novos Baianos F. C. de 1973, parte de uma trinca que considero fora de série. O anterior e o posterior merecem atenção. A linguagem dos caras continua atual e o som, apesar dos recursos e instrumentos precários, é único e contagiante. Pegue esse link e confira, depois comente.

  

Zé Vicente





LENDAS, MITOS & AFINS

O HOLANDÊS VOADOR











A lenda do navio fantasma Holandês Voador foi contada de diversas maneiras no decorrer dos tempos. Vários nomes foram atribuídos ao seu capitão, mas a história basicamente sempre foi a mesma: Amos Dutchman ou Hendrick Van der Decken ou ainda Bernard Fokke, era o capitão holandês que comandava uma embarcação que teria zarpado de Amsterdã nos anos de 1600. Tal capitão era um homem rude, teimoso e que tratava sua tripulação com mãos-de-ferro, castigando-a por qualquer motivo. Numa de suas viagens, ao navegar no Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, extremo sul do continente americano (certas versões contam que ele estaria navegando no Cabo da Boa Esperança, extremo do continente africano), Dutchman teria insistido em atravessar a região debaixo de uma forte tormenta, mesmo contra a vontade de sua tripulação. O navio sacudia violentamente, seus mastros e cordames ameaçavam romperem-se. Os marinheiros, apavorados e temerosos por suas vidas, puseram-se a rezar, pedindo proteção divina. Atendendo às preces dos desesperados, um anjo surgiu na proa da embarcação e todos se prostraram diante da divindade (outras versões contam que teria sido Nossa Senhora a aparecer ou ainda o próprio Espírito Santo), menos o arrogante capitão, que passou a vociferar blasfêmias contra os céus, ordenando que o anjo deixasse seu navio. Não sendo atendido, Amos Dutchman atirou contra o mensageiro divino, provocando, assim, sua sentença: O anjo amaldiçoou o desalmado capitão a vagar sem rumo pelos oceanos, sem descanso, até o dia do Juízo Final. Apenas de cem em cem anos teria a oportunidade de salvação, quando passaria sete dias em terra firme, vivendo junto aos seus semelhantes e, se nesse período, encontrasse uma mulher que o amasse até a morte, estaria livre da tal maldição. Somente então, o navio, seu capitão e sua tripulação poderiam descansar.




The Flying Dutchman - Ilustração




Assim nasceu o Holandês Voador, um veleiro sinistro, que navega acima das águas e que aparece em noites tempestuosas, em meio às ondas revoltas, para assombrar os viajantes do mar. Há relatos, de certa forma recentes, de aparições do temido navio-fantasma: em 1632, um marujo afirmou tê-lo avistado no Triângulo das Bermudas e após relatar seu encontro, faleceu. Alguns afirmam que ele partiu para o reino dos mortos, outros, que hoje navega no próprio Holandês. O futuro rei da Inglaterra, Jorge V, o teria avistado em 1881, quando navegava nas proximidades da Austrália. Durante a segunda grande guerra, o almirante nazista Karl Donitz reportou a Adolph Hitler que uma de suas tripulações negava-se a participar de uma missão em Suez. O motivo? Teriam avistado a embarcação fantasma. Em 1939, cem nadadores afirmaram ter visto o Holandês Voador, na África do Sul. O mítico personagem também figura na cultura popular, é citado, por exemplo, no filme “Piratas do Caribe” e por diversas vezes no desenho animado “Bob Esponja Calça Quadrada”, além de ter sido inspiração para Richard Wagner escrever uma ópera a seu respeito. Trata-se de uma lenda, mas não custa às mulheres, quando estiverem próximas do mar, ficarem atentas a um certo convite, de um certo capitão, para viverem, até a morte, num determinado navio.



A Família Pato e o navio fantasma






O Holandês da aventuras de Bob Esponja





Marcelo

12 de dez. de 2011

CURIOSIDADE

ALGUNS DOS MAIS RICOS NAUFRÁGIOS DA COSTA BRASILEIRA










“Navegando” pela Internet encontrei estes dados bastante curiosos - os mais valiosos naufrágios ocorridos em águas brasileiras:



SANTA CLARA – levava ouro e prata de Portugal para a Índia, naufragou ao fazer escala no Brasil. Acredita-se que está próximo a Arembepe, na Bahia e não existe um valor estimado para sua valiosa carga. Segundo relatos da época, tripulantes morreram afogados ao tentar nadar com os bolsos cheios de ouro.



RAINHA DOS ANJOS – Vindo de Macau, naufragou em 1722. Trazia presentes da corte chinesa para o Papa e para o Rei de Portugal. Acredita-se que está na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro e sua carga está avaliada em aproximadamente 450 mil dólares.



SANTA ROSA – Explodiu em 1726, carregando um quarto da produção anual de ouro do Brasil. É um dos mais ricos naufrágios do mundo ainda não localizados. Acredita-se que está próximo ao litoral pernambucano, com uma carga de quatro toneladas de ouro.



PRINCE – Viajava com destino à Índia e naufragou em 1752. Acredita-se que está entre Pernambuco e Rio Grande do Norte. Sua carga está avaliada em aproximadamente 5 milhões de libras.



MADAGASCAR – Afundou em 1853, quando retornava da Austrália. Acredita-se que está próximo a Bragança, no Pará, porém, alguns estudiosos creem que ele está no lado oposto do nosso país, na costa gaúcha, com uma carga de aproximadamente 1020 toneladas de ouro.








Marcelo (Nessas condições, fôlego eu tenho para procurá-los, mesmo não sabendo nadar!)