16 de fev. de 2016


CINEMA & VIDEO

OS 50 ANOS DA SÉRIE “BATMAN”

 

 


 
Este ano a série “Batman” exibida entre 1966 e 1968 completa 50 anos. Diferentemente do que acontece nos dias atuais, quando seriados e filmes de super-heróis são hipervalorizados, naquela época as figuras oriundas dos quadrinhos eram seguidas por um número restrito de fãs. A própria ABC Network, responsável pela produção das aventuras do homem-morcego para a televisão, a princípio havia demonstrado interesse em produzir uma série para o Superman, mas os direitos do personagem já haviam sido adquiridos por um musical. Com um forte tom humorístico, é considerada por muitos como uma sátira ao personagem, inclusive pela forma física apresentada pelo protagonista Adam West.
 
 





 
Inicialmente criticada pelos fãs pela falta de seriedade, na realidade a série trazia referências à política da época, inclusive à participação dos EUA na guerra do Vietnã. O jornal Pravda, da extinta União Soviética acusou o seriado de fazer uma lavagem cerebral no público norte-americano, a fim de torná-los melhores assassinos na guerra contra os vietnamitas. Exibidas no horário nobre, com o passar do tempo, as aventuras do milionário Bruce Wayne se firmaram, arrebanhando um número cada vez maior de fãs, dando início ao que foi chamado de “batmania”. Batman rendeu cerca de 75 milhões de dólares em marketing e produtos para crianças e adultos, uma verdadeira fortuna para 1966. Uma curiosidade: Robin (vivido pelo ator Burt Ward) diz mais de 360 vezes “santa – alguma coisa” durante a série, algo que se tornou sua marca registrada.
 
 


Os vilões da série: Mulher-Gato, Charada, Pinguim e Coringa




 
Marcelo

4 de fev. de 2016

DESTAQUE SOBRE RODAS
LINCOLN FUTURA / BATMÓVEL – 50 ANOS
 
 
 
O Lincoln Futura foi um carro conceito projetado em 1954 pela Lincoln Motor Company, divisão de carros de luxo da Ford. Foi construído inteiramente à mão em Turim, na Itália, pela empresa Carrozzeria Ghia SpA, especializada em fabricar carrocerias especiais. O custo total foi de 250 mil dólares (algo em torno de 2 milhões nos dias atuais). O Futura obteve grande sucesso como carro de exposição e gerou enorme publicidade positiva para a Ford. Participou desde feiras automotivas a programas de auditório, chegando, inclusive, a participar de um filme em 1959. Com o fim de seus dias de glória, o carro foi esquecido até 1965, ano em que foi vendido pela quantia inacreditável de 1 dólar para o customizador de veículos George Barris.
 


O belo painel do Futura









 
 
Foi George Barris o encarregado de construir o veículo temático para a série de televisão “Batman”, que estreou em 1966 pelo canal ABC Network. Com o prazo curto de 15 dias e o valor de 15 mil dólares para criar um carro, o designer decidiu utilizar o Futura e suas linhas incomuns como base para o projeto. Nascia ali o primeiro e cultuado “Batmóvel”.  O carro adorado pelos fãs do homem-morcego foi vendido em leilão em 2013 por mais de 4 milhões de dólares. O próprio George Barris, com 87 anos e ainda dono do veículo, participou do evento. Fora o “Batmóvel” original, mais três réplicas foram utilizadas pela ABC enquanto o seriado esteve no ar. Em 2016, a série completa 50 anos.
 
 
O Lincoln sendo transformado no primeiro "Batmóvel"



O visual interno do carro do homem-morcego



Comemorações durante o leilão do "Batmóvel" em 2013

 
 
Marcelo

3 de fev. de 2016

AGRADECIMENTO


O Papo de Esquina ultrapassou a marca dos 90 mil acessos!
Obrigado a todos que nos visitam. Vocês são sempre muito bem-vindos!






Papo de Esquina
LENDAS, MITOS & AFINS
O GUERREIRO BELEROFONTE
 
 

 
Na mitologia grega, Belerofonte foi um guerreiro e herói, filho de Poseidon e Eurimedéia, esposa de Glauco. Passou parte de sua juventude em Conrinto, até o momento em que foi obrigado a deixar a cidade após matar acidentalmente um homem chamado Belero (algumas versões da lenda afirmam tratar-se de seu irmão). Após o ocorrido, recebeu a alcunha de Belerofonte, ou “aquele que matou Belero”, sendo desconhecido seu verdadeiro nome. Após deixar Corinto, procurou a proteção do rei Proteu, em Tirinto. A esposa de Proteu, Estenebéia, apaixonou-se pelo guerreiro, contudo, Belerofonte resistiu às suas investidas e ela, irritada por ter sido recusada, acusou-o perante o rei de tentativa de sedução. O rei ficou furioso, mas decidiu não matar seu hóspede temendo ser punido pelos deuses. A solução encontrada por Proteu foi enviar o jovem ao rei Ióbates, seu sogro e soberano da Lícia, juntamente com uma mensagem onde pedia sua morte.
 
 

1921, The fight of Bellerophon with the Amazons, by Alexander Rothaug

 
Ióbates abrigou Belerofonte durante nove dias em seu palácio antes de finalmente ler a mensagem, fato que também o impediu de matá-lo, já que os costumes não permitiam qualquer forma de hostilidade contra um hóspede. Decidiu então enviar o guerreiro em missões perigosas, esperando o seu fim. Inúmeras foram as batalhas vencidas por Belerofonte, sempre montado em seu cavalo alado Pégaso (animal esplendoroso filho de Poseidon surgido da cabeça da Medusa quando ela foi morta por Perseu) que lhe foi presenteado pela deusa Atena. A primeira vitória (e a mais importante) foi contra a Quimera, fera que devastava as terras da Lícia (e que futuramente será abordada aqui no blog). Belerofonte e Pégaso também venceram a sanguinária tribo dos Sólimos e as temidas Amazonas.
 
 
Belerofonte enfrenta a Quimera

Bellerophon riding Pegasus, Giovanni Battista Tiepolo, fresco, 1746/1747, Pallazo Labia, Venice , Italia

 
Após vitórias de tamanha expressão, o rei Ióbates convenceu-se de que Belerofonte deveria ser um semideus e para redimir-se deu a mão de sua filha em casamento. Depois da morte do soberano, Belerofonte se tornaria o rei da Lícia. Após tantos feitos excepcionais, Belerofonte permitiu que o orgulho dominasse seu coração e decidiu voar em seu cavalo até o Monte Olimpo, morada dos deuses. Ofendido com tamanha arrogância, Zeus enviou uma vespa para picar Pégaso, que acabou derrubando o guerreiro em pleno voo. Atena amaciou o chão para que o herói não morresse, porém, Belerofonte ficou aleijado. O outrora bravo guerreiro perdeu tudo e se transformou num mendigo errante e amargurado, que passou o resto dos seus dias à procura de seu cavalo Pégaso, sem saber que ele havia sido transformado por Zeus em uma constelação.
 

 
A constelação de Pegasus
 
 
Marcelo

2 de fev. de 2016



HOMENAGEM




 
 

Nascido em 2 de fevereiro de 1959, Lenine completa hoje 57 anos. Cantor, compositor, arranjador, ator, escritor, produtor musical, engenheiro químico e ecologista, o pernambucano de Recife sem dúvida figura entre os melhores nomes da boa MPB desde o início dos anos 80. Lenine já ganhou cinco Grammys, dois prêmios APCA e nove Prêmios da Música Brasileira, além de ocupar uma cadeira na Academia Pernambucana de Letras. Vida longa a esse talento e que ele possa nos brindar com música de qualidade por muitos outros anos!

 

Marcelo

2 DE FEVEREIRO
SID VICIOUS / CHICO SCIENCE
 
 
 
 
Foi num dia 2 de fevereiro que dois nomes expressivos da música deixaram este plano. Em 1979 morria Sid Vicious, vitimado por uma overdose. Apesar de ser considerado uma das figuras mais representativas do punk rock, Vicious efetivamente não era músico nem compositor, apenas ganhou fama por seu jeito extremo e autodestrutivo. É sabido que por inúmeras vezes seu amplificador era desligado durante as apresentações dos Sex Pistols, sem ele sequer perceber. Contudo, impossível apagá-lo das páginas escritas na história do rock a partir da segunda metade dos anos 70.
 
 

 
Já em 1997, um trágico acidente automobilístico calava a voz de um dos mentores do movimento manguebeat: Chico Science. Apesar de apenas dois trabalhos lançados ao lado da Nação Zumbi, Chico deixou um legado para o Rock/MPB de extrema relevância. Com letras e arranjos geniais soube como poucos misturar tradições populares com o rock, com a música. Chico Science partiu cedo demais, porém, a grandeza de seu trabalho certamente perdurará por longos anos.
 
 

 
 
Marcelo    

31 de jan. de 2016


HOMENAGEM

JOHN LYDON – 60 ANOS

 

 
 

Apesar de uma carreira contestada por muitos, John Lydon foi (e continua sendo) uma das figuras mais icônicas da história do punk rock. Ainda com os Sex Pistols e sob a alcunha de “Johnny Rotten”, revolucionou o cenário musical londrino na segunda metade da década de 70 e também o comportamento social dos jovens entediados daquela geração. Filho de imigrantes irlandeses, nascido no dia 31 de janeiro de 1956 em uma área pobre de Londres, John Lydon completa 60 anos. Parabéns e vida longa!

 

Marcelo

25 de jan. de 2016


SÃO PAULO – 462 ANOS

 


 


 

 

“Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso”


Parabéns, São Paulo!

 

 

 

Papo de Esquina