20 de jan. de 2015


LENDAS, MITOS & AFINS

NINKASI, A DEUSA DA CERVEJA

 
 
 

Até hoje não foi possível esclarecer quem inventou a cerveja ou quando isso aconteceu. Há registros datados de 4.000 a.C. que comprovam que ela já era fabricada em larga escala por povos da Antiguidade, entre eles os egípcios e os sumérios, na Mesopotâmia. Especula-se que os sumérios viveram entre 5.000 a.C. e 2.000 a.C. na região onde hoje localiza-se o Iraque e a eles é atribuída a invenção da roda, a domesticação de animais e o desenvolvimento da escrita cuneiforme, o que de fato revolucionou a evolução humana.


 
Tesouro arqueológico sumério que representa a deusa

Ilustração
  
 
Tesouros arqueológicos comprovam que eles eram apreciadores da bebida a ponto de veneravam Ninkasi, a deusa da cerveja. Segundo a mitologia, ela era filha de Enki, deus das águas e Ninti, deusa dos relevos. Possuía o dom de ‘satisfazer o desejo’ e ‘saciar o coração’, sendo ela própria a personificação da bebida. Isso os fazia acreditar que ao consumirem a cerveja estavam consumindo a própria Ninkasi. Um poema ou hino sumério datado de 3.900 a.C. que a homenageia é considerado a mais antiga receita conhecida de cerveja. Em 1989, a cervejaria americana Anchor produziu uma edição limitada da Cerveja Ninkasi, desenvolvida de forma artesanal a partir da receita citada no referido poema sumério.


 



Parte do poema ou hino dedicado a Ninkasi:

 
“Você é a única que segura com ambas as mãos
O magnifico e doce sumo

Fermentando-o com mel e vinho
(Você, o doce sumo para o eleito)

Ninkasi
(Você, o doce sumo para o eleito)”

 

 
Ilustração baseada em desenhos da época


 
Cerveja artesanal americana baseada na receita de 3.900 a.C.



 

Marcelo

ARTE EM MINIATURA

DIORAMAS (II)

 

Dioramas são miniaturas artísticas que reproduzem temas diversos, históricos ou cotidianos, de forma realista para instrução, em casos de museus ou para simples diversão. O termo foi inventado por Louis Daguerre em 1822. Não é um passatempo barato, afinal uma única peça do cenário pode custar em média R$ 500,00. O Papo de Esquina já publicou dioramas relacionados a oficinas mecânicas. Hoje, alguns dioramas bem interessantes relacionados a situações de guerra, veículos e aeronaves militares.

 
 















 

 

Marcelo  

HOMENAGEM

 

 
 

 

Hoje, Paul Stanley, nascido em 20 de janeiro de 1952, completa 63 anos. O “Dr. Love” dispensa maiores apresentações, afinal está entre os maiores nomes do rock e juntamente com sua banda, o Kiss, escreveu um dos capítulos mais relevantes da história da música. Congratulations, Mr. Paul Stanley!

 

 

 

 

Marcelo

18 de jan. de 2015


O PAPO DE ESQUINA RECOMENDA

JACK WHITE – LAZARETTO (2014)

 
 
 

Depois de mais de vinte anos de carreira e de trabalhos recheados de muita criatividade e de muita competência, Jack White não precisa provar mais nada para ninguém. O músico inquieto e inventivo é sem dúvida um dos maiores destaques de sua geração e há poucos meses acaba de nos brindar com mais um excelente disco: “Lazaretto”. Nele, White navega em influências baseadas principalmente no blues e no country que, misturados à sua guitarra característica, resultam num dos melhores discos de 2014. White é responsável pelas composições e melodias, além de tocar diversos instrumentos, acompanhado por duas bandas de apoio, uma formada só por homens, Buzzards, e outra só por mulheres, Peacocks, ambas irrepreensíveis. “Lazaretto” é daqueles discos altamente recomendáveis, que de forma alguma decepcionam o ouvinte. Destaque para as faixas Three Women, Temporary Ground, Alone In My Home, Entitlement e I Think I Found The Culprit.

 

Marcelo

12 de jan. de 2015


HOMENAGEM

 
 


 

Nascido em 12/01/1963, Nando Reis completa hoje 52 anos. Dono de uma carreira admirável desde os tempos de Titãs, tem comprovado ao longo dos anos ser um dos músicos mais importantes de sua geração. Vida longa, Nando Reis!

  

Marcelo

UM POUCO MAIS DE MÚSICA

ROCK IN RIO I – 30 ANOS

 

 


 
 

Diversas edições do Festival Rock In Rio já aconteceram mundo afora, mas nenhuma delas foi tão emblemática e significativa quanto a primeira, realizada entre os dias 11 e 20 de janeiro de 1985. Durante a década de 70 e início dos anos 80, raríssimas atrações haviam aportado no Brasil e com a confirmação do festival pela primeira vez o país receberia nomes de peso de uma só vez, num festival bem estruturado (nem tanto assim, na verdade) e com grande apoio dos meios de comunicação existentes na época. Para roqueiros e apreciadores de música era chegado o momento de presenciar a apresentação de atrações como Queen, Iron Maiden, AC/DC, Scorpions, Ozzy Osbourne, Rod Stewart, Whitesnake, e Yes mescladas a grandes nomes da MPB, como Gilberto Gil, Alceu Valença, Moraes Moreira e Ney Matogrosso, entre outros e também à cena do rock nacional que eclodia naquele momento representada por bandas como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Blitz e Kid Abelha. A partir daquele evento inesquecível, o Brasil começaria a se tornar rota de grandes turnês dos mais variados nomes e dos mais variados estilos musicais, o que, indubitavelmente, foi o maior legado deixado após o final daqueles dias surreais.

 

 

A famosa Cidade do Rock

Uma das grandes atrações do festival: a banda alemã Scorpions

O experiente Ney Matogrosso foi o responsável por abrir o festival

A festa da Blitz, naquele momento a principal banda do rock nacional

Uma cena que não se vê mais nas apresentações do AC/DC

Entre as bandas nacionais, o Barão Vermelho se destacou

O line-up inacreditável do festival

O Iron Maiden trouxe a sua incrível 'World Slavery Tour' para terras tupiniquins

Queen - a principal atração do festival

Grávida, Baby Consuelo se apresenta no Rock In Rio

Os chamados 'metaleiros' invadem o Rio


 O Kid Abelha e os Abóboras Selvagens enfrenta hostilidade durante seu show

Momento romântico com James Taylor

Apresentação de suma importância na carreira dos Paralamas do Sucesso

Desconhecida do grande público, Nina Hagen fez show impactante no RIR

Veterano, Rod Stewart domina o palco durante sua apresentação

O público em êxtase

O logo que se tornou mundialmente conhecido

 

 

Marcelo

OPINIÃO

EU SOU CHARLIE? TALVEZ NEM TANTO

 

 
Capa responsável pelo atentado a bomba sofrido em 2011. O texto satiriza a Sharia, lei muçulmana

 
 
 

Nos últimos dias o mudo voltou sua atenção para os atentados terroristas ocorridos na França, onde vários colunistas do jornal Charlie Hebdo foram mortos. Como um amador que gosta de escrever, como fã de cartuns e charges, aliás, um dos pilares deste blog que mantenho no ar e principalmente como uma pessoa temente a Deus, não compactuo com o ato terrorista e sou a favor da liberdade de expressão, mas a tragédia ocorrida em solo francês parecia anunciada, afinal cristãos, judeus e mulçumanos eram alvos diretos do periódico, que com seu humor negro promovia a zombaria e o achincalhamento de valores importantes para estes povos. Sob a égide da chamada “liberdade de expressão” ou do chamado “humor”, a revista veiculou dezenas de charges ofensivas e por muitas vezes de extremo mau gosto, voltadas principalmente contra o Islã e contra Maomé, seu maior profeta. Com essa postura, era mais do que óbvio que o jornal poderia sofrer retaliações (como já havia acontecido em 2011) e que algo de tamanha proporção poderia acontecer. O exercício da crença deve ser soberano e essa soberania respeitada, mesmo indo de encontro a princípios individuais. Acredito que o cartum, a charge ou qualquer outro meio dessa categoria tem por função satirizar ou contestar um fato em si ou uma situação relevante e por muitas vezes, de forma democrática e livre, se colocar contra ela, mas querer pura e simplesmente derrubar por terra aquilo que para determinados povos é santo e perfeito me parece um tanto leviano ou discriminativo. Vidas humanas foram ceifadas, isto é completamente inadmissível, mas o ocorrido comprova que nada deve ser rotulado e que o respeito ao próximo deveria sempre vir em primeiro lugar, algo que a raça humana em geral tem abandonado cada vez mais. Contra qualquer tipo de violência sim 'Je Suis Charlie', 'eu sou Charlie', visto que tamanhas atrocidades não deveriam acontecer, contudo, analisando friamente a postura dos vitimados e o quanto colaboraram para que os fatos ocorressem, talvez não seja tão Charlie assim.  Abaixo, algumas capas do semanário, com um triste destaque para duas delas, onde uma mostra a Santíssima Trindade realizando uma orgia sexual e outra afirma que o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, é uma merda e não segura balas:

 

 
"O Pai, o Filho e o Espírito Santo"

"O Corão é uma merda. Ele não segura balas"

"O lobby gay no conclave"

"A verdadeira história do pequeno Jesus"

"Michael Jackson, enfim branco"

"Intocáveis 2"



 

Marcelo