9 de ago. de 2012


CURIOSIDADE
PAREIDOLIA



A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, é a criação de imagens pelo cérebro onde elas não existem, mas que devido às formas parecem existir. A pareidolia não representa somente fenômenos visuais, mas também auditivos, como por exemplo, em certas canções que, quando tocadas ao contrário, parecem conter palavras ou até sentenças inteiras. Veja alguns exemplos:









Marcelo

8 de ago. de 2012


ÁREA 51
O ROSTO EM MARTE








Enquanto fotografava possíveis lugares para aterrissagem de futuras missões em Marte, a sonda Viking 1, da NASA, capturou em 1º de julho de 1976 uma estrutura com mais ou menos 1,9 Km x 2,6 Km e aparência de uma face humanóide. Rapidamente, jornais do mundo todo noticiavam o rosto em Marte. Na mesma região do planeta vermelho, denominada Cydonia, outras estruturas semelhantes a pirâmides foram vistas, fazendo explodir especulações sobre a existência passada de vida inteligente naquele planeta. Somente em 1998, a sonda Mars Global Surveyor confirmou a suspeita dos cientistas, de que se tratava de efeitos caudados por sombras em uma região montanhosa. A NASA insistiu e fez novas imagens em 2001, chegando mais uma vez à mesma conclusão, também aceita pela grande maioria dos ufólogos.
  


Marcelo

FOTOS & FATOS
POR DENTRO DO “STARSHIP”


Hoje em dia, cantores serem proprietários de aviões não é nenhuma novidade, mas na década de 70 era um privilégio para poucos. As fotos abaixo mostram um pouco do conforto do “Starship”, Boeing 707 da United Airlines alugado dos proprietários Ward Sylvester e o contor pop Bobby Sherman para a lendária banda Led Zeppelin. Fora modificado ao custo de quase 250 mil dólares e seu conforto superava até mesmo a versão do Air Force One, avião do então presidente americano Richard Nixon, e contava, entre outras coisas, com poltronas de veludo, bar, vídeo-cassete, TV, piano, duas aeromoças, estoque de champanhe e carpetes, a um custo de incríveis 2.500 dólares por hora!













Marcelo

7 de ago. de 2012


CAETANO VELOSO – 70 ANOS








Caetano é um cara que há muito tempo faz parte da minha história musical, não me lembro bem quando o conheci (imagino que deva ter sido lá pela segunda metade da década de 80, quando comecei a descobrir que a música não era feita só de metal ou rock pesado – graças às bandas “brazucas” que surgiam com força total e a Alceu Valença). Hoje ele completa seu 70º aniversário e sem dúvida nenhuma faz parte da galeria dos grandes nomes da nossa cultura, com uma carreira artística reconhecida internacionalmente e recheada de álbuns que valem e muito serem conhecidos e apreciados. Na minha humilde opinião, desde o início da década de 90, Caetano já não lança mais um grande disco, como era costumeiro nos anos passados, mas mesmo assim seu brilho continua inconteste e o caminho que ele trilhou na nossa rica MPB merece todo destaque. O melhor de tudo é que sua obra está por aí, de fácil acesso e atemporal, pronta para encantar inclusive novas gerações que tenham interesse em tal material. Faço aqui um destaque pessoal sobre o aniversariante: chama-me muito a atenção parecer em várias de suas canções que Caetano as gravou sorrindo! Parabéns Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, saúde sempre!


Marcelo


P.S.: Hoje também é aniversário de Bruce Dickinson (07/08/1958), vocalista do Iron Maiden, outra banda que me acompanha desde sempre e que me considero um verdadeiro fã, mas isso é uma outra história...





6 de ago. de 2012


NOTA
MORRE CELSO BLUES BOY











Morreu na manhã desta segunda-feira, em sua casa, em Joinville, o cantor Celso Blues Boy.

A informação da morte foi confirmada pela central funerária de Joinville e o corpo está sendo levado para o crematório de Blumenau. Celso Ricardo Furtado, 56 anos, sofria de câncer na garganta e estava radicado em Joinville há alguns anos.

Começou a tocar profissionalmente na década de 1970, acompanhando Raul Seixas e Sá & Guarabyra. Celso foi um dos pioneiros no Brasil a cantar blues em português. Chegou a tocar - e ser elogiado - por B.B. King, e também chegou a se apresentar no Festival de Montreaux, na Suíça.



Fonte: Diário Catarinense



O vídeo: MISSISSIPI – CELSO BLUES BOY & B.B. KING









Marcelo

28 de jul. de 2012


GALERIA DAS ARTES
VINCENT VAN GOGH – THE CHURCH AT AUVERS-SUR-OISE







Vincent van Gogh terminou o quadro The Church at Auvers-sur-Oise em 1890. Vincent descreveu a obra para sua irmã em uma carta onde destacou a interação das cores: as violetas cinzas do edifício contra o azul profundo do céu, enfatizando que a manipulação dos tons tornara-se mais expressiva e suntuosa. Óleo sobre tela, mede 37 x 29 – ¼ polegadas e faz parte do acervo do Musée d’Orsay, em Paris.



Marcelo

HUMOR









Marcelo
CARICATURAS


Aproveitando a deixa depois de uma noite bem legal ao som dos dois, entre alguns outros:


Jards Macalé, por Baptistão



Arnaldo Antunes, por Baptistão


Marcelo

24 de jul. de 2012


BECO DA HISTÓRIA
ELIZABETH BATHORY – A CONDESSA DE SANGUE







A história da Condessa Bathory parece ter sido retirada de um livro de terror, tamanho os absurdos que a cercam. Erzsébet (Elizabeth) Bathory nasceu em 1560 ou 1561 na Hungria e é considerada a primeira serial killer da história, só perdendo em numero de vítimas para Vlad, O Empalador, matando mais de 600 mulheres em busca da juventude eterna. Casada com o Conde Ferenc Nadasdy, sempre envolvido em batalhas por mais terras, vivia para cuidar do lar, o Castelo de Cséjthe e de seus empregados, época em que começou a desenvolver sua natureza sádica. Era muito comum lordes e donos de terras maltratarem seus servos, mas a disposição de Bathory para isso impressionava a todos. Ela punia pesadamente seus empregados, com torturas que iam desde enterrá-los na neve para que morressem congelados a deixá-los nus ao relento, num inverno com temperaturas médias de 15º negativos. Era comum também cobri-los com mel para que insetos ou outros animais os matassem. Seu marido conhecia seus rituais, porém nada fazia e não raras as vezes participava de suas insanidades.

Em 1604, com a morte do Conde, a loucura de Bathory aumentou ainda mais e foi nesse período que ela iniciou seu estranho ritual de banhar-se em sangue, em busca da citada juventude eterna. Esse macabro ritual teve inicio quando, após espancar uma de suas empregadas, a Condessa imaginou que o sangue da menina tornara sua mão mais jovial do que antes. Apoiada por três amigas, acusadas de bruxaria, a Condessa atraía jovens para trabalhar em seu castelo, somente para serem mortas, proporcionando, assim, seus banhos. Após certo período seu castelo e seu nome adquiriram má fama e já não haviam mais interessados em trabalhar para ela. Para contornar tal situação, a Condessa abriu uma escola de costumes e passou a assassinar jovens nobres que nela se inscreviam, na sua incansável busca por sangue. Somente a partir daí que providencias contra ela foram tomadas. Em 1610, autoridades locais começaram a investigar a vida de Elizabeth Bathory e para espanto de todos, encontraram em seu castelo, além de uma sala de torturas, diversos corpos de garotas, que ultrapassavam cinqüenta cadáveres. Encontraram também seu diário, onde a Condessa anotava o nome de suas vítimas, num total aproximado de 650 delas.



Ruínas do Castelo de Cséjthe



Elizabeth Bathory foi presa em 26/12/1610, juntamente com suas amigas acusadas de bruxaria. Bathory foi condenada a prisão perpétua e emparedada em sue castelo, num aposento sem portas ou janelas, apenas com um pequeno orifício para entrada de ar e de alimentos. Faleceu em 21/08/1614. Suas cúmplices foram queimadas vivas.

Após sua morte, os autos do processo foram lacrados. Atualmente, as transcrições do julgamento bem como o diário de Elizabeth Bathory estão disponíveis nos Arquivos Nacionais do Governo Húngaro, em Budapeste, mas somente para pessoas nascidas no país.



Figura da Condessa de Sangue criada pela McFarlane Toys - Monsters Series



Marcelo

23 de jul. de 2012


FORA DE ORDEM


BLACK CELEBRATION – DEPECHE MODE









Chegou a vez do Depeche Mode  na seção Fora de Ordem. Na condição de admirador de muito tempo desse grupo, preciso ser cuidadoso pra falar desses caras e não parecer mais um daqueles seguidores fanáticos cheios de posters e recortes espalhados pelas paredes do quarto e que acham que tudo que eles gostam é sempre o melhor. Não tenho esse problema. Gosto de todo tipo de boa música, não importa o gênero, e ouço e julgo um músico pelo seu trabalho e não pela aparência ou nível de sucesso atingido. No caso do Depeche Mode acontece uma coisa interessante. Eles conseguiram juntar boa aparência com excelente música. Agradam ao público feminino e ao masculino da mesma forma e não parecem se importar muito com o que mais agrada um ou outro. O fato é que sempre se preocuparam em mandar para os nossos ouvidos música de alta qualidade. Bem no início, aconteceu uma coisa interessante e fundamental que deve ser lembrada. O seu fundador e principal compositor Vince Clarke deixou o grupo logo após o lançamento do primeiro disco para fundar um outro, o Erasure e, sem saber, estava fazendo o maior favor para o futuro dos que ficaram. Digo isto, porque Vince era um compositor e músico limitado e a partir de sua saída, um outro integrante assumiu a condição de letrista. Seu nome, Martin L. Gore, este sim, tinha tudo que precisava. Bom compositor, excelente cantor e músico. A prova está aí até os dias de hoje. O substituto de Vince Clarke foi Alan Wilder, tecladista e baterista, que tocou até 1995. E a partir daí, o Depeche Mode virou trio. Então, é o seguinte. O Depeche Mode é um grupo de música pop basicamente eletrônica que passeia pela new wave e pelo rock eletrônico, fundado em Essex, Inglaterra no ano de 1980, que já lançou treze álbuns de estúdio, inúmeras coletâneas e discos ao vivo além de uma infinidade de singles entre 1980 e 2012. Seus integrantes atuais são Martin L. Gore, Andrew Fletcher e David Gahan. David, o vocalista principal, também foi quem trouxe o nome para essa banda. O Depeche Mode é recordista inglês em colocar músicas nos primeiros lugares das principais paradas daquele país. É reconhecido no mundo inteiro, já tendo inclusive vindo ao Brasil. O disco que vou indicar não é o de maior sucesso, mas é um dos melhores de sua carreira. Black Celebration foi lançado em 1986 e é o quinto disco de estúdio. De extrema beleza e bom gosto, deve ser ouvido de ponta a ponta e logo torna-se disco essencial para quem ouve. É a música eletrônica executada com maestria e beleza e a voz de David Gahan, de timbre inconfundível deixa essa obra redonda e indispensável. É um  disco rico em detalhes e que deve ser ouvido com atenção. A partir daí virá uma curiosidade natural de se ouvir outros e de se pesquisar mais sobre a história da banda mais influente dos anos oitenta. O Depeche Mode, apesar do nome, não foi moda passageira, felizmente. O link está aí. É só conferir.



Zé Vicente






FORA DE ORDEM


ORIGENS – MARTINHO DA VILA



















Hoje minha homenagem vai para Martinho José Ferreira, o maior sambista do Brasil em todos os tempos, doa em quem doer e esperneie quem não concordar. Martinho da Vila nasceu em Duas Barras, Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1938 e começou sua história no samba em Vila Isabel, em 1965, numa Escola de Samba que se confunde com o próprio cantor e compositor desde então.  A carreira de Martinho é muito rica e o seu sucesso nesses quarenta e tantos anos não é de graça. Sambista de timbre diferente e gingado próprio que contagia, é compositor de samba em suas mais variadas vertentes. Compões samba-enredo como poucos e viaja pelo samba de roda, pelo calango pela bossa nova, côco, e outras modalidades de samba e ainda pesquisa esse ritmo pelos paises de língua portuguesa, tendo, inclusive, discos gravados registrando essas pesquisas. E também é um grande difusor do folclore brasileiro em sua música. Martinho é reconhecido internacionalmente, e, no Brasil tem muitos prêmios e condecorações em sua coleção. Vale a pena fazer um a pesquisa detalhada sobra a vida desse cidadão brasileiro que tanto contribuiu para que o bom samba não fosse esquecido e substituído pela música que se ouve hoje com esse rótulo e que em nada lembra a sua verdadeira essência. E vale a pena também pesquisar e ouvir sua obra em discos. O Martinho sempre foi caprichoso nas gravações de seus discos e é um dos maiores divulgadores dos verdadeiros sambistas da velha guarda que muito contribuíram para o samba e não tiveram seus nomes festejados na grande mídia, muitos inclusive tendo morrido à mingua num canto qualquer da cidade.  Eu não posso me alongar, pois preciso indicar um disco que dê uma idéia da alta qualidade desse artista, então depois de muito pensar, decidi indicar um disco dos anos setenta, fase muito rica da carreira do sambista. Foi lançado em 1973 com o nome de Origens e é bom avisar que não é uma coletânea, já que na primeira audição vai se ficar com essa impressão em virtude das músicas serem quase em seu total conhecidas. Qualquer pessoa, mesmo não sendo fã de samba ou de Martinho da Vila, vai cantarolar uma boa quantidade de músicas que se tornaram populares em todo Brasil e que ficaram gravadas na memória, não pela insistência do rádio, mas pela qualidade indiscutível da letra, da música e da voz desse verdadeiro representante da boa música popular brasileira, que até os dias de hoje, ainda nos brinda com a sua simpatia e alta competência musical. Vou deixar um link aí pra quem quiser tirar a prova e discutir se é verdade tudo que já foi dito sobre o nosso homenageado.


Zé Vicente


http://www.4shared.com/rar/HgNWk1Rp/1973_-_Martinho_da_Vila_-_Orig.html